Triplo homicídio Mulheres assassinadas em Barra de Jangada são identificadas

Publicado em: 11/06/2019 18:38 Atualizado em: 11/06/2019 18:45

Foto: Peu Ricardo / DP Foto.
Foto: Peu Ricardo / DP Foto.
A Polícia Civil de Pernambuco conseguiu identificar nesta terça-feira (11) o nome das duas mulheres assassinadas em casa de luxo no bairro de Barra de Jangada, Jaboatão dos Guararapes, na madrugada do último domingo (09). As vítimas são Janyle Santos da Silva, de 22 anos, e Luciana Maria da Silva, de 18 anos. Além delas, uma terceira pessoa, Eduardo Antônio da Silva Peres, de 43 anos, também foi morto. Ele havia sido identificado ainda no domingo. 

“O caso está sob o comando da delegada Margareth Galdino, gestora da Divisão de Homicídios Metropolitana Sul (DHMS), e do delegado Cláudio Neto, titular da 13º DPH. Eles irão se pronunciar após a conclusão do inquérito para não atrapalhar o andamento das investigações”, informou a Polícia Civil. Nesse crime, a possibilidade de latrocínio foi descartada, já que nada foi roubado do interior da casa e das três vítimas. A principal linha de investigação da polícia é de que o triplo homicídio foi uma execução com possibilidade de estar vinculada ao tráfico de drogas. A perícia acredita que o executor do assassinato, inclusive, já estava dentro da casa com as duas mulheres e o homem quando foram mortos. 

Quando a polícia chegou ao local do crime, o número 637 da rua Professor Mário Ramos, em Barra de Jangada, encontrou duas mulheres e um homem vestidos com roupas de banho atingidos por disparos nas cabeças, nos rostos e nas costas. A polícia localizou 15 munições deflagradas de um revólver nove milímetros, que não foi encontrado no local, pouca quantidade de maconha e bebidas alcoólicas. Um carro que pertence ao homem foi apreendido para passar por perícia. Uma das mulheres e Eduardo estavam próximos à piscina e, pela cena do crime, supõe-se que estavam sentados. Já a outra mulher foi encontrada morta perto da porta, o que para a polícia indica que ela tentou fugir. 

O caso aconteceu por volta das 4h, quando vizinhos informaram que ouviram diversos disparos de arma de fogo. No entanto, apenas por volta das 9h do domingo (09), a Polícia Militar foi informada de forma anônima de que poderiam haver corpos dentro da residência. Na ocasião, o documento de identidade de Eduardo Pires foi encontrado com ele e indicava nascimento no estado de Minas Gerais. Familiares estiveram no IML na manhã dessa segunda (10), mas preferiram não dar entrevista. 

O delegado Humberto Ramos, que estava de plantão na Força-tarefa de homicídios no último domingo (9), data em que ocorreu os homicídios, conta que provavelmente o autor dos tiros já estava dentro do imóvel com as vítimas. "A pessoa que executou estava na casa ou chegou depois e as vítimas deixaram entrar porque não havia sinal de arrombamento. Uma vizinha falou que por volta das 4h da madrugada ouviu os disparos. Imagens de câmeras devem ajudar a esclarecer os fatos", comentou.

Vizinhos também informaram à polícia que o imóvel havia sido locado por Eduardo Pires há cerca de dois meses e que a casa era utilizada para a realização de festas. A Polícia Civil, no entanto, não se pronunciou sobre tais informações. 


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