Olinda Marcha reforça luta contra o trabalho infantil

Publicado em: 11/06/2019 12:17 Atualizado em: 11/06/2019 12:24

A maioria da população ocupada entre cinco e 17 anos está nas regiões Nordeste . Crédito: Paulo Paiva/DP
A maioria da população ocupada entre cinco e 17 anos está nas regiões Nordeste . Crédito: Paulo Paiva/DP

Uma marcha pelas ladeiras de Olinda vai lembrar nesta quarta-feira (12), o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil. A marcha pretende mobilizar as diversas camadas da sociedade. O ato público terá concentração, a partir das 14h, na tradicional Praça do Carmo. Os participantes seguirão em direção aos Quatro Cantos, passando pela Ribeira, até a Praça Monsenhor Fabrício, em frente ao Palácio dos Governadores, sede do Executivo. 

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Executiva de Assistência Social de Olinda. O objetivo da caminhada é conscientizar toda a sociedade sobre a importância da eliminação do trabalho infantil, vencendo ciclos de exclusão social e fortalecendo que o lugar de criança é na escola.

O trabalho infantil é ilegal e priva crianças e adolescentes de uma infância normal, impedindo-os não só de frequentar a escola e estudar normalmente, mas também de desenvolver de maneira saudável todas as suas capacidades e habilidades, aponta a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Antes de tudo, segundo a Ong, o trabalho infantil é uma grave violação dos direitos humanos e dos direitos e princípios fundamentais no trabalho, representando uma das principais antíteses do trabalho decente.  

"O trabalho infantil é causa e efeito da pobreza e da ausência de oportunidades para desenvolver capacidades. Ele impacta o nível de desenvolvimento das nações e, muitas vezes, leva ao trabalho forçado na vida adulta. Por todas essas razões, a eliminação do trabalho infantil é uma das prioridades da OIT", declara a organização internacional.

De acordo com dados da OIT, entre 1992 e 2015, houve uma redução siginificativa dese tipo de exploração no país. Cerca de 5,7 milhões crianças e adolescentes deixaram de trabalhar no país, o que significou uma redução de 68%.

Entretanto, ainda há 2,7 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil no país.Desse total, 59% das crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil são meninos e 41% são meninas.

A maioria da população ocupada entre cinco e 17 anos está nas regiões Nordeste (852 mil) e Sudeste (854 mil), seguidas das regiões Sul (432 mil), Norte (311 mil) e Centro-Oeste (223 mil).Todas as regiões apresentam maior incidência de trabalho infantil em atividades que não são agrícolas, exceto a região Norte.
A maior concentração de trabalho infantil está na faixa etária de 14 a 17 anos (83,7%).



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