Crime Choro do bebê pode ter motivado assassinato, diz polícia

Publicado em: 22/05/2019 12:50 Atualizado em: 22/05/2019 13:13

FOTO: PCPE / Divulgação  (FOTO: PCPE / Divulgação )
FOTO: PCPE / Divulgação
Os pais da bebê de 5 meses, que foi espancada até a morte na última sexta-feira (17), foram presos pela Polícia Civil na tarde da última terça-feira (21). Embora a mãe, Silvânia Maria Viana,  23, tenha sustentado uma versão incial junto ao Conselho Tutelar de São Lourenço da Mata de que o pai, o biscateiro Augusto Silva da Cruz, 23 anos, batia na criança por não aceitar ter uma filha menina, a investigação tomou outro rumo e revelou que ambos eram os autores dos maus tratos. 

De acordo com a polícia, o casal se incomodava com o choro da criança. "O pai confessou a autoria do crime, e disse que tanto ele quanto a mãe agrediam a criança com socos. Os exames comprovaram que a vítima apresentava fraturas na costela e no crânio", revelou o delegado Diogo Santiago, responsável pelo caso.

Leia mais: Mãe de criança de São Lourenço que morreu por espancamento também foi detida 

Segundo a polícia, testemunhas afirmaram que a mãe já vinha rejeitando o bebê desde a gestação. O bebê chegou a dar entrada no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) em fevereiro deste ano, onde havia ficado internada por mais de um mês. " Ela (Silvânia Maria Viana) chegou no hospital dizendo que a criança tinha caído três vezes da cama. O bebê deu entrada no hospital com sinais de desidratação, desnutrição e sem higiene básica", detalhou o delegado.

Na última terça-feira (21) havia sido decretada a prisão preventiva de Augusto Silva da Cruz, em decorrencia da morte do bebê. Na ocasião, ele foi preso em flagrante. Entretanto, a polícia prendeu a mãe da bebê, e desacreditou da versão originalmente dada por ela, que chegou a alegar que o motivo para o assassinato seria a aceitação do pai sobre o gênero da criança. "As provas indicam que os dois praticavam a ação. A mãe sempre se isenta, dizendo ser inocente e ser vítima de perseguição, porém se contradiz quando são apresentadas provas que a acusam", detalhou o delegado Diogo Santiago.

As estatísticas mostram, segundo a Polícia, que casos como este são comuns no dia a dia. O delegado faz um apelo. "As pessoas ainda têm uma cultura de ficarem caladas mediante a alguns fatos. Ser conivente com uma situação destas é ruim. É importante que a população entre em contato com o conselho tutelar mais próximo da localidade e formalize a denúncia", alerta Diogo Santiago. 

O pai do bebê, Augusto Silva da Cruz, foi preso em flagrante, no dia da morte da filha, e está preso no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. A mãe foi presa na terça-feira (21) e levada para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor.



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.