SAÚDE Manchas na unha também podem ser sinais de câncer de pele

Publicado em: 15/05/2019 16:24 Atualizado em: 15/05/2019 16:33


Sinais e manchas na unha podem representar indícios de melanoma. Foto: Divulgação
Sinais e manchas na unha podem representar indícios de melanoma. Foto: Divulgação
Um relato recente da Miss Illinois (EUA), Karolina Jasko, chamou atenção da população mundial: foi diagnosticada com um melanoma, tipo agressivo de câncer de pela, após descobrir uma  mancha preta embaixo da unha. Segundo a modelo, o tumor seria decorrente da ampla exposição à luz UVA de um aparelho utilizado para secar a cola durante a fixação de unhas postiças, ao longo dos anos.

A radiação ultravioleta, segundo a oncologista Sílvia Fontan, é um fator que aumenta as chances de desenvolvimento de câncer de pele. Ela lembra, entretanto, que isso só ocorre em casos raros e diante de uma exposição exagerada e constante. “Nem todas as pessoas que fazem uso do alongamento de unha terão esse tipo de problema. É preciso, de toda forma, estar atento a todos os sinais de alteração que possam sugerir mudanças na coloração das unhas, principalmente com sinais em forma de linha”, explica. A especialista explica ainda que as manchas podem variar entre tons de marrom e cinza. “Muitas vezes pode ser apenas uma lesão benigna - como um hematoma ocasionado por um impacto ou ainda por uma infecção localizada -, mas que não deve ser desconsiderada em um possível diagnóstico de melanoma ou outro tipo de tumor de pele. “É preciso buscar aconselhamento médico especializado principalmente quando a mancha surge repentinamente, sem algum acontecimento relacionado que justifique. Mesmo que não haja dor ou desconforto”, reforça.

Feito o diagnóstico da lesão cancerígena, é recomendável a ressecção cirúrgica da área. Considerando o tumor localizado entre a cutícula e a unha, o procedimento consiste na retirada de todo o tecido comprometido, podendo chegar até o osso. Em situações mais graves, pode ser necessária a amputação parcial ou completa do dedo. Em casos de estágios mais avançados da doença, o tratamento ainda pode envolver quimioterapia, radioterapia e/ou uso de terapia-alvo. 
 
O que é melanoma e como identificar sintomas da doença

Os cânceres de pele são os mais incidentes no Brasil, representando cerca de 30% de todos os casos da doença – um número que chega a 180 mil novos casos por ano, segundo dados do INCA Instituto Nacional de Câncer (INCA). O melanoma corresponde a 4% deste total, mas, apesar de ser um dos tipos de tumores que afetam o órgão com menor prevalência entre a população, é considerado o mais grave e com grande potencial metastático.

De acordo com Fontan, pessoas de pele e cabelos claros, além de sardas, são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica. Evitar a exposição excessiva e constante aos raios solares sem a proteção adequada é a melhor medida – desde a infância. Vale lembrar que, mesmo áreas não expostas diretamente ao sol e menos visíveis – como o couro cabeludo - podem apresentar manchas suspeitas.



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