Manifestação Esta quarta será marcada por greves e protestos contra cortes na educação

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 15/05/2019 08:11 Atualizado em:

Foto: Rafael Martins/Arquivo DP
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Foto: Rafael Martins/Arquivo DP

Em protesto aos cortes de verbas impostos pelo Ministério da Educação (MEC), professores, servidores, funcionários, pais e estudantes de instituições de ensino públicas e privadas de todo o país participam hoje da Greve Nacional da Educação. Em Pernambuco, universidades e escolas devem ficar vazias por causa da adesão ao movimento. No Recife, uma manifestação está marcada para as 15h, em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, em Santo Amaro, área central da cidade. De lá, os manifestantes devem seguir em caminhada de 1,5 km até o Pátio do Carmo, bairro de Santo Antônio.

Os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em assembleia realizada no último dia 9, votaram por unanimidade pela adesão à Greve Nacional da Educação e à Greve Geral do dia 14 de junho. “A paralisação desta quarta-feira reivindica o fim dos recentes ataques à educação superior, entre eles, os cortes de 30% no orçamento das universidades e o das bolsas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a pós-graduação”, informou a Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe).

De acordo com a reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Maria José de Sena, os integrantes da comunidade acadêmica estão livres para participar dos atos, de acordo com a própria vontade. A Associação dos Docentes da UFRPE (Aduferpe) convocou os professores, que aderiram ao movimento. “Nesta quarta-feira, a comunidade acadêmica  (da UFRPE) e toda a sociedade vão às ruas em defesa da nossa Previdência Social e da universidade pública. Não vamos cruzar os braços diante de tantas perdas construídas com o suor da classe trabalhadora brasileira”, informou.

Os docentes, estudantes e servidores da Universidade de Pernambuco (UPE) também optaram pela paralisação. “As assembleias realizadas pela Adupe (Seção Sindical de Docentes da Universidade de Pernambuco) na semana passada confirmaram a adesão dos professores e das professoras da UPE na paralisação nacional desta quarta-feira. Os estudantes e os servidores da UPE também aderiram ao movimento”, pontuou a Adupe.

A reitoria da UPE também manifestou apoio à decisão das entidades da classe da instituição referente à paralisação nacional. “Expressamos nossa indignação opondo-se às pautas propostas de corte no financiamento da educação pública, de redução de bolsas de pesquisa na graduação e na pós-graduação, das ameaças de não investimento nas ciências humanas (especialmente a filosofia e a sociologia), de perseguição ideológica a professores”, ressaltou a instituição em comunicado oficial. O Sindicato dos Servidores dos Institutos Federais de Pernambuco (Sindsifpe) deliberou por unanimidade, em assembleia no último dia 9, pela adesão à greve. Além das universidades federais, os institutos também sofreram cortes no orçamento. 

Interior
Em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, um ato está programado para as 13h no Centro Acadêmico de Vitória (CAV) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Em Caruaru, Agreste pernambucano, uma caminhada está agendada para as 8h do Grande Hotel, Centro da cidade. No Sertão, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) promovem o evento: A universidade é do povo. A ação será às 15h no espaço de convivência da Univasf, em Juazeiro (BA). O local estará aberto ainda para a formação de uma feira e os interessados poderão levar barracas para expor seus produtos, artes e comidas.

“O objetivo é trazer a comunidade do Vale do São Francisco para conhecer as ações de ensino, pesquisa e extensão produzidas em nossa instituição. Além disso, é um importante momento de celebração da vida universitária e de seus princípios republicanos”, afirmou o presidente do SindUnivasf, Adalton Marques.  A Universidade Federal do Vale do São Francisco está presente em três estados: Pernambuco, Bahia e Piauí. Os primeiros campi foram implantados em Petrolina, Sertão pernambucano; Juazeiro (BA) e São Raimundo Nonato (PI). Em seguida, a universidade se estabeleceu em Senhor do Bonfim (BA), depois foi implantado o campus Paulo Afonso (BA) e, mais recentemente, o campus Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, foi criado.


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