Candidaturas Corrida para sucessão de Theresa May tem início com dez candidatos

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 10/06/2019 21:04 Atualizado em:

Foto: Emmanuel Dunand/AFP 
 (Foto: Emmanuel Dunand/AFP 
)
Foto: Emmanuel Dunand/AFP
Dez candidatos foram inscritos na disputa para suceder a primeira-ministra Theresa May como líder do Partido Conservador, anunciou nesta segunda-feira (10) o Comitê 1922, que administra a votação.
 
Entre os candidatos estão o ex-chanceler e ex-prefeito de Londres Boris Johnson, favorito na disputa; o sucessor de Johnson na Chancelaria, Jeremy Hunt; o secretário do Meio Ambiente, Michael Gove; o ex-secretário do brexit Dominic Raab; o secretário da Saúde, Matt Hancock, e o secretário do Interior, Sajid Javid.

Disputarão ainda o ministro do Desenvolvimento Internacional, Rory Stewart; a ex-secretária do Trabalho e da Previdência Esther McVey; a ex-líder da Câmara dos Deputados Andrea Leadsom e o deputado Mark Harper.

Um 11º nome, Sam Gyimah, retirou sua candidatura pouco antes do anúncio afirmando não ter obtido apoio suficiente. Era o único que defendia a realização de um segundo referendo sobre o brexit, a saída britânica da União Europeia.

A primeira rodada de votação entre os 300 parlamentares conservadores eleitos ocorre nesta quinta (13). Sucessivas votações ocorrem até restarem só dois candidatos, que irão a voto então pela totalidade dos membros do partido (160 mil).

Na última sexta (7), May confirmou sua renúncia da liderança do partido, o primeiro passo para deixar o comando do governo, marcado pelas indefinições sobre o brexit.

Ao iniciar a campanha nesta segunda-feira, dois dos principais adversários de Johnson - Gove e Hunt - disseram que pretendem destacar sua "seriedade" em relação a o ex-prefeito londrino, que cometeu uma série de gafes quando comandava a diplomacia britânica.

O próximo líder dos conservadores deverá dominar "a arte da negociação, não a arte da retórica vazia", afirmou Hunt, em uma crítica indireta ao rival.

Durante o fim de semana, Hunt declarou estar "absolutamente seguro de que, se adotarmos um bom enfoque sobre o tema, os europeus estariam dispostos a negociar", com base em uma conversa que afirma ter mantido com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Os outros 27 países da UE reiteraram, no entanto, que não modificarão o acordo de saída concluído em novembro entre Londres e Bruxelas, que foi rejeitado três vezes pelos congressistas britânicos.
 
As tentativas de Gove de se apresentar como alternativa confiável podem não vingar, depois de o secretário ter admitido que usou cocaína há mais de 20 anos.

Quase todos prometerem que conseguem solucionar o imbróglio do brexit em meros três meses, entre a escolha do novo líder, no final de julho, e o prazo atual de saída, em 31 de outubro.

"Sem o brexit, não haverá um governo conservador e talvez nem um Partido Conservador", disse Hunt.

Raab, que deixou o governo por rejeitar o acordo de saída de May, disse que ele também poderia conseguir um novo pacto, mas prometeu que o Reino Unido deixará o bloco na data fixada, mesmo que isso signifique regredir para os termos comerciais básicos da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As diferenças entre os candidatos refletem a desunião dos conservadores na questão, o que significa que, três anos após 52% do país decidir pela ruptura com a UE, continua incerto como, quando ou até se esta ocorrerá.

A incerteza afetou a economia britânica, que encolheu 0,4% em abril, mostraram cifras oficiais nesta segunda-feira – um recuo maior do que qualquer economista previu em uma pesquisa realizada pela Reuters na semana passada.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.