Artes Plásticas Recifense Carlos Pragana inaugura ateliê com restrospectiva de sua carreira

Por: Juliana Aguiar - Diario de Pernambuco

Publicado em: 23/05/2019 11:08 Atualizado em: 23/05/2019 11:34

Trinta telas compõem a mostra, em cartaz até 30 de junho, no espaço onde o artista expõe e desenvolve as obras. Foto: Divulgação
Trinta telas compõem a mostra, em cartaz até 30 de junho, no espaço onde o artista expõe e desenvolve as obras. Foto: Divulgação

Ao traçar uma linha do tempo imaginária, o recifense Carlos Pragana enfileirou nas paredes de seu novo ateliê, no bairro do Pina, 30 telas que resgatam suas mais de cinco décadas dedicadas às artes plásticas. "É uma brincadeira do que eu fui até agora, sem nenhuma grande pretensão", define o artista, em entrevista ao Viver. A primeira obra, em óleo sobre papel, foi pintada em 1966. O ano de produção da pintura dá nome à exposição que será lançada em coquetel de abertura exclusivo para convidados, hoje, às 18h. A mostra abre para o público amanhã e segue em cartaz até o dia 30 de junho, diariamente, das 14h às 18h. A entrada é gratuita.

O lançamento da exposição abre as portas of icialmente para o novo ateliê do pintor, com projeto arquitetônico de Carlos Fernando Pontual. O espaço possui salas de exposição e de trabalho, onde o artista costuma desenvolver sua s obra s. “Eu me mudei para o novo espaço há uns três anos e nunca fiz nada nele, então tive a ideia, depois dos pedidos dos amigos, de contar mais ou menos a minha história a partir de algumas telas”, explica. A mostra foi organizada pelo arquiteto Diogo Viana.

“Eu não sou uma criatura cerebral. Sou ariano, essa é a definição. Impulsivo, doido e que faz as coisas sem pensar nas consequências. De repente, acabo atravessando alguma barreira e chego em algum lugar, mas não sei muito bem como, nem por que”, confessa. Atraído pela infinidade de formas, rostos, cores e paisagens, Carlos Pragana iniciou nas artes plásticas muito cedo, mas só enveredou oficialmente no ramo aos 47 anos. Aos 14 anos, a escola impressionista foi a grande inspiração do pintor, mas com o passar dos anos os métodos foram sendo desenvolvidos naturalmente.

“É uma evolução normal. Eu penso que cada um de nós é uma ilha parada e vai absorvendo as coisas que estão em volta. É o processo natural das coisas”, avalia Pragana. E, de maneira inusitada, os traços precisos trilharam o caminho para a arte figurativa, que se aliou à despreocupação das vanguardas impressionista e expressionista com a verossimilhança. Com o tempo, a tinta a óleo foi substituída por acrílica, mas o papel continuou sendo a tela preferida do pintor.

Autodidata, o artista desenvolve pinturas, colagens e desenhos a partir da sensibilidade, traduzindo a realidade em quadros compostos por imagens visíveis e invisíveis. Durante sua trajetória, Pragana já realizou exposições individuais no Museu do Estado de Pernambuco, Centro Cultural dos Correios, Arte Plural Galeria, Galeria Ranulpho, Espaço Brennand e Galeria Mariana Moura. 


SERVIÇO
Exposição 1966, de Carlos Pragana
Abertura: hoje, às 18h, para convidados
Visitação: de amanhã até dia 30 de junho, das 14h às 18h
Onde: Ateliê Carlos Pragana (Rua Gago Coutinho, 500, Pina)
Quanto: entrada gratuita



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