Música Skank faz show no Recife com hits dos anos 1990

Por: Juliana Aguiar - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/05/2019 14:18 Atualizado em:

Henrique Portugal, Lelo Zaneti, Samuel Rosa e Haroldo Ferretti tocam juntos desde os primórdios da banda. Foto: Diego Ruahn/Divulgação
Henrique Portugal, Lelo Zaneti, Samuel Rosa e Haroldo Ferretti tocam juntos desde os primórdios da banda. Foto: Diego Ruahn/Divulgação
Aqui nesse mundinho fechado ela é incrível/Com seu vestidinho preto indefectível / Eu detesto o jeito dela, mas pensando bem / Ela fecha com meus sonhos como ninguém. Os versos e o “beat it laun, daun daun” cantados por Samuel Rosa em Garota nacional, lançada pelo Skank nos primeiros anos do grupo, fez parte da trilha sonora de muitos jovens na década de 1990. A canção, single de Samba poconé (1996), foi um marco no cenário do pop rock brasileiro da época e chegou a liderar o ranking da Billboard na Espanha por três semanas. Com a chegada do aniversário de 20 anos do disco, a banda liderada por Rosa (vocal e guitarra) e composta ainda por Henrique Portugal (teclado), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) resolveu resgatar o álbum e os outros dois anteriores - Calango (1994) e Skank (1992) - na turnê Os três primeiros, que chega hoje ao Teatro Guararapes, em Olinda, às 22h.

Garota nacional alçou longos voos e foi responsável pela venda de 1,8 milhão de cópias do Samba poconé, que conta ainda com Tão seu e É uma partida de futebol. O disco que leva o nome de uma antiga cidade do Mato Grosso, Poconé, conta com a participação de Manu Chao em três faixas. O disco Skank é marcado pela música In(dig)nação, cantada pelos caras-pintadas durante o período do impeachment do presidente Fernando Collor, e Calango, com influências do calango, ritmo do Norte de Minas Gerais, repleto de sucessos: Jackie Tequila, Esmola, Pacato cidadão, Te ver e a clássica regravação de É proibido fumar, de Roberto e Erasmo Carlos. Cada disco foi homenageado através de um EP com oito músicas regravadas e consolidado através do álbum Os três primeiros - Ao vivo, lançado com CD e DVD, em outubro do ano passado.

“É um repertório muito forte, com conteúdo autoral da banda, que teve uma proposta muito interessante no início dos anos 1990, apostando na mistura de batidas caribenhas com o calango mineiro e temas brasileiros nas letras”, conta o baixista Lelo, em entrevista ao Viver. Com quase 30 anos de estrada, o segredo para manter o sucesso foi a coragem de se arriscar, na opinião de Lelo. “Chegamos até aqui com uma grande afinidade pessoal e musical dos integrantes, e sempre investimos em novas propostas para atualizar a nossa musicalidade no estúdio e depois nos shows. Somos responsáveis pela nossa música e pelos redirecionamentos propostos nos nossos álbuns.”

Os três primeiros é fortemente marcado pelo saudosismo. “Prometemos uma celebração junto ao grande público, pessoas testemunhas de muitas histórias importantes da banda. São músicas que fizeram parte da vida de muitos e, dessa forma, é também um grande patrimônio nosso”, explica. O show aposta também em duas faixas inéditas: Beijo na Guanabara e Algo parecido.

SERVIÇO
Skank em Os três primeiros
Quando: hoje, às 22h
Onde: Teatro Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco)
Ingressos: Cadeira Ouro - R$ 200 e R$ 100 (meia), Cadeira Prata - R$ 180 e R$ 90 (meia) e Cadeira Bronze - R$ 140 e R$ 70 (meia)

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