carreira solo Marcelo Falcão estreia turnê no Recife: 'Tudo aqui me inspira'

Por: Mariana Moraes

Publicado em: 04/04/2019 21:16 Atualizado em: 04/04/2019 21:21

Foto: Divulgação (Foto: Divulgação)
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“Nunca deixei de me divertir no palco, me entrego. Mas agora eu queria que as pessoas pudessem colocar a mão no coração, ver o show e ficar emocionadas. O pessoal vai ficar de bobeira com o que preparei, nunca ninguém fez não” diz Marcelo Falcão, ex vocalista d’O Rappa, sobre sua nova turnê Viver (Mais leve que o ar), que tem seu show de estreia no Recife, neste sábado (6), no Classic Hall.  

Conhecido pelas letras politizadas em seus reggaes, durante as 13 faixas que compõe o álbum homônimo, o artista mistura ritmos e usa seus 25 anos de experiência na antiga banda para construir seu próprio perfil. “Se tem uma coisa que eu nunca vou deixar de fazer é botar o dedo na ferida, mas eu precisava neste momento, depois de algumas perdas, falar sobre viver e viver da melhor maneira que a gente puder” comenta Falcão. “Eu queria celebrar com os fãs não só a história que tive n’O Rappa, mas falar de coisas novas. Falar de sentimentos, falar de pluralidade. Comungando do que chamo de música da alma.” 

Neste primeiro show, abrem a noite o rapper Hungria e a banda pernambucana Nação Zumbi, com quem já está acostumado a compartilhar o palco. As influências do estado no novo projeto do artista, no entanto, não param aí. Na faixa que dá nome ao disco, por exemplo, Falcão conta com a participação do recifense Lula Queiroga. “Tudo aqui me inspira, me identifico demais com essa cidade, com os tambores. Aqui eu me sinto acolhido como família” diz o cantor.  

O novo álbum é fruto de uma curadoria feita em um acervo de mais de 650 canções, escritas pelo artista na fase final d’O Rappa e cuidadosamente organizadas pelo seu irmão, Vinícius Falcão. Utilizando hip-hop, rock e até mesmo pop, o cantor mistura, nesta nova fase, diversos estilos para desenhar o seu novo Falcão. “Agora ninguém me segura. Depois da quantidade de músicas que fiz, só me dá vontade de perverter mais. Em Viver (Mais leve que o ar) veio um Falcão tranquilo, mas acredito que em cada disco virá um Falcão de surpreender. Também vem mais Recife no meu próximo disco” afirma.  Agora é tudo novo para que eu batalhe cada vez mais por uma música que alguns podem até querer deixar de fazer, as músicas que pensam, mas está no meu DNA. Acho que é necessário que a gente possa sentir, se emocionar e viver.” 

Marcelo garante que os fãs d’O Rappa “não ficarão órfãos” e podem contar com os grandes hits da banda, como “Pescador de Ilusões” e “Me Deixa”. “O Rappa é para sempre. Comparo com Du Peixe cantando Nação Zumbi, não dá para não fazer” diz o artista. “Mas quero imprimir o novo, e tenho certeza que quando as pessoas me virem no palco vão entender de onde veio o Falcão lá de trás. Vai ter uma entrega maior ainda, uma entrega de quem ama música.”


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