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Música Pernambucana lança clipe contra gordofobia, racismo e padrões de beleza. Assista A letra da cantora e compositora Doralyce foi inspirada em uma história pessoal

Por: Marina Simões - Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/05/2017 19:37 Atualizado em: 26/05/2017 18:51

"Modelo ocidental, magra, clara e alta. É ditadura, quanta opressão. Não basta ser mulher, tem que tá dentro do padrão", diz um trecho. Foto: Amarcel Amar /Divulgação (Amarcel Amar )
"Modelo ocidental, magra, clara e alta. É ditadura, quanta opressão. Não basta ser mulher, tem que tá dentro do padrão", diz um trecho. Foto: Amarcel Amar /Divulgação

A cantora e compositora pernambucana Doralyce encontrou no funk uma forma de questionar os padrões estéticos impostos às mulheres. Ela lançou o clipe Miss Beleza universal, idealizado e produzido pelo Coletivo 22, para fortalecer e empoderar aquelas que estariam "fora do padrão". "Nós clamamos por liberdade. Gostaria que todas que assistissem ao vídeo pudessem se sentir representadas. Agora, somos nós que ditamos os padrões", conta a artista ao Viver. 

Confira o roteiro de shows no Divirta-se

"Modelo ocidental, magra, clara e alta. É ditadura, quanta opressão. Não basta ser mulher, tem que tá dentro do padrão", diz um trecho da letra. O vídeo, divulgado na internet, acumula mais de 89 mil visualizações e 1,5 mil compartilhamentos. A equipe operacional - gravação, atuação, direção e produção - também foi composta por mulheres. O single foi produzido por Jonatan da Provi e Leonardo Justi, que já trabalharam com artista como MC Carol e Karol Conka. 

A letra é de Doralyce e foi inspirada em uma história pessoal. "Um ex-namorado me ridicularizou na saída de uma festa. Ele falou que meu cabelo estava assanhado e que minha roupa tinha me deixado gorda. Na hora não tive reação. Mas, depois, isso me fez sentir tão mal. Daquilo surgiu o questionamento: tenho que estar no padrão?", relata. 

Doralyce faz parte do Coletivo 22, frente de artistas engajados política e socialmente. Eles se reúnem para produzir conteúdo que questiona os modelos padronizados de comportamento. "Temos o compromisso de criar conteúdo intelectual para fins de entretenimento. Neste vídeo, estamos dançando funk e, ao mesmo tempo, mandando um recado importante", afirma.

A artista de 27 anos nasceu no Recife e foi criada em Olinda. Em 2014, se mudou para o Rio de Janeiro, onde mora atualmente. Ela dá aulas de composição musical na escola pública Oscar Tenório, que atende jovens da favela da Rocinha. "Eles foram minha influência para eleger o funk. É o ritmo que eles mais ouvem, e vinha percebendo os discursos machistas no gênero. As letras colocam a mulher em um lugar que não me contempla", observa.

Assista ao clipe de Miss Beleza Universal: 



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