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Música Banda pernambucana Mar Assombrado estreia com disco de rock progressivo Entre as ondas, sob as árvores traz faixas instrumentais e letras declamadas como poemas

Por: Larissa Lins - Diario de Pernambuco

Publicado em: 06/11/2016 16:21 Atualizado em: 04/11/2016 18:28

Mar Assombrado busca referências históricas e literárias nas faixas de Entre as ondas, sob as árvores. Foto: Mitsy Queiroz/Divulgação
Mar Assombrado busca referências históricas e literárias nas faixas de Entre as ondas, sob as árvores. Foto: Mitsy Queiroz/Divulgação

As raízes do rock progressivo da banda pernambucana Mar Assombrado vão além da música: são ecos de referências literárias, históricas, mitológicas. No disco de estreia, Entre as ondas, sob as árvores (Independente, R$ 20), lançado neste mês, músicas como Causa mortis, Com a cabeça decepada e Sotiripse ed ogof evocam oceanos, feitiços, odisséias.

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Os mitos e fantasmas parecem espreitar mesmo nas ótimas faixas instrumentais, como Navio fantasma e O regresso do hoplita. “Nesta, nós imaginamos a saga de um guerreiro anônimo, um hoplita grego, em meio às aventuras de uma guerra antiga, e o seu regresso glorioso para casa”, explica o músico e escritor André de Sena, vocalista e guitarrista do grupo.

Ele acerta ao descrever o projeto como junção de música e poesia, já que boa parte dos versos das canções parece declamada. “É uma espécie de sarau eletrificado”, define. São de Sena as composições, cuja história tem início em anotações dos anos 1980. Em Entre as ondas, sob as árvores, o músico reúne letras gestadas em diferentes fases da carreira musical, sobretudo na compartilhada com a banda Eucalipto, popular na noite recifense das décadas de 1980 e 1990, entre pioneiros do heavy metal na cidade.

“Cante uma canção para o tempo / Ele que te dá e rouba / todos os momentos”, diz um trecho de Céu, universo, chuva, que parece sintetizar o disco, um tratado sobre o tempo como entidade viva, mística - adjetivos adequados à sonoridade do projeto. Mar assombrado é formado por André de Sena (guitarras, vocal), Ítalo Cavalcanti (bateria), Rafael Bernardo (baixo) e Gilmar Black (sax, flauta transversal).

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