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Entrevista Sense8: Naveen Andrews, o Sayid de Lost, fala sobre homofobia e nova série dos criadores de Matrix Ator britânico conversou com o Viver, em São Paulo, sobre a nova produção original do Netflix

Por: Raquel Lima - Diario de Pernambuco

Publicado em: 14/06/2015 15:00 Atualizado em: 11/12/2015 18:10


Naveen Andrews elogia trabalho dos Wachowski em Sense8. Credito Netflix/Divulgacao
Naveen Andrews elogia trabalho dos Wachowski em Sense8. Credito Netflix/Divulgacao

São Paulo - Naveen Andrews tem orgulho de estar em Sense8. A declaração fervorosa, feita a jornalistas latinos reunidos em São Paulo pelo canal de streaming Netflix, não deve ser subestimada. O ator tem currículo extenso o suficiente, na TV e no cinema, para incluir a frustração das perguntas sem respostas de Lost (2004 -2010) e o cancelamento de Once upon a time in wonderland (2014).

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Na entrevista abaixo, o britânico de 46 anos atestou que a satisfação de estar na primeira incursão dos cineastas Lana e Andy Wachowski (Matrix) para a televisão vem da maneira como eles e o corroteirista J. Michael Straczynski tratam questões de gênero e identidade. “A luta ainda não acabou”, lembra Andrews, referindo-se à homofobia. O processo “transformador” de ser dirigido pelos Wachoswki nos 12 episódios da produção original do Netflix também entrou na conversa. (A jornalista viajou a convite do Netflix)

Entrevista >> Naveen Andrews


Vamos começar com uma pergunta que você nem deve ouvir: como são os Wachowskis como diretores?
(Ri, mas depois fica muito sério) Com os Wachowskis é quase inquietante porque o que está no script não necessariamente estará na tela. Quando eu e Daryl (Hannah) chegamos ao set em São Francisco, tínhamos muitas perguntas. Perguntas legítimas, de atores sobre seus personagens: “de onde venho, para onde vou”, e variações. Daryl submeteu suas dúvidas aos Wachowskis. E elas nunca foram respondidas (risos). Mas estar com esses irmãos, com Lana, principalmente…

Por que principalmente com Lana?
Ela está sempre atrás das câmeras, movendo o cameraman, observando tudo, e quando a cena está pronta, refilma em outro e sussura orientações do tipo: “repita aquela fala, agora, repita como se outro personagem falasse”. Não é um processo óbvio, mas depois pude perceber, que passei a dividir com eles a visão do personagem, e entendê-lo completamente. É incrível, assustador. É necessário estar vunerável, mas é transformador. 

J. Michael Straczynski disse que a ideia dos Wachowskis era tratar gênero e identidade como nunca antes na TV… 
As pessoas ainda sofrem pelas opções sexuais. No passado, Montgomery Clift (galã de Um lugar ao Sol, de 1951) foi literalmente destruído. Antes dele, Lorca (Frederico García Lorca, poeta espanhol morto em 1936). Ainda é importante falar sobre isso. A luta não acabou. Somos moldados a todo momento: seja isso, não seja aquilo. Sense8 comprova que essa não é maneira, apesar do preço.



A série é sobre oito pessoas, de culturas diferentes, compartilhando emoções. Quanto desta era globalizada em que vivemos está nessa premissa?
Muito. Se eles estão todos conectados e podem sentir uns aos outros, então, de maneira geral, refletem a humanidade. E se estamos todos conectados, o que vamos fazer a respeito disso? A série levanta questões desconfortáveis sobre intimidade. Se você realmente consegue sentir outra pessoa, qual o impacto desse sentimento na sua alma? E essa é uma ideia subversiva. E que as pessoas podem achar ameaçadora, considerando o mundo em que vivemos, o facismo e o nacionalismo. Nos separamos pela raça, pela classe, pelo sexo, o tempo todo.

Sense8 corre esse risco de ser como Lost, misteriosa, mas com muitas perguntas sem respostas?
Acredito que despertamos a curiosidade da audiência ao tratar de assuntos tão importantes na primeira temporada. Tenho orgulho que a série tenha essa força moral. Caralho, do futuro não sei... (risos)

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