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Entrevista Luana Piovani apresenta novo espetáculo infantil no Recife. Confira entrevista "Mania de explicação" terá sessão única neste sábado (07), às 18h, no Teatro Guararapes

Por: Isabelle Barros

Publicado em: 04/03/2015 11:25 Atualizado em: 04/03/2015 11:33


Luana Piovani explora elementos musicais e circenses em "Mania de explicar". Crédito: Gustavo Bordallo/Divulgação
Luana Piovani explora elementos musicais e circenses em "Mania de explicar". Crédito: Gustavo Bordallo/Divulgação

É ao desconstruir palavras do dia-a-dia e dar elas novos significados que Isabel, menina de 12 anos, começa a entender o mundo. É essa personagem que a atriz Luana Piovani, de 38 anos, defende em Mania de explicação, sua quarta produção infantil e seu segundo musical teatral da carreira. A peça tem apresentação única no Teatro Guararapes, às 18h neste sábado (07), baseada no livro de 2001 da escritora Adriana Falcão, carioca com profundas ligações pernambucanas.

A ideia de Luana, também produtora da peça, foi a de adaptar para os palcos um texto infantil brasileiro e contemporâneo, diferentemente das suas outras experiências com o mesmo público. “Quando quis fazer um novo espetáculo, pensei logo em Mania de Explicação. Já conhecia o livro há bastante tempo e sempre fui muito fã de Adriana e da obra dela”, afirma.

A relação de Luana com o Recife também passa pelo ex-marido de Adriana, João Falcão, nativo da cidade e que dirigiu a atriz na sua segunda peça para crianças, uma adaptação do livro O pequeno príncipe.

Na montagem, Luana canta músicas de Raul Seixas, junto com o resto do elenco, composto também por Nábia Vilela, Luiz Araújo, Letícia Medella, Ivan Vellame e Diogo Almeida. A direção é de Gabriel Villela, que também esteve à frente da peça infantil anterior da atriz, O soldadinho e a bailarina. Ele também é responsável pelo figurino e a cenografia do espetáculo, que traz ao palco a curiosidade infantil com música, dança e efeitos visuais.

Entrevista >> Luana Piovani

“A classe C aumentou o poder aquisitivo, mas não tem o hábito de ir ao teatro”

Agora que você está grávida de gêmeos, como fica a temporada do espetáculo?
Estou com três meses de gestação, e temos só mais um mes de turnê do espetáculo, com passagem por mais quatro cidades. Estamos tentando ir para Portugal também, em maio, mas ainda é um sonho. Meu projeto para o resto do ano é ter uma gestação tranquila e dar à luz aos meus filhos bem. O que consigo organizar é minha carreira no teatro, porque, como sou produtora de meus espetáculos, planejo sempre um espetáculo infantil intercalado com um adulto. Na TV e no cinema, eu sempre espero o telefone tocar. Acho que os atores gostam mesmo é de bons personagens, independentemente de onde eles apareçam. Ano que vem, também existe a possibilidade de fazer uma segunda temporada de Dupla identidade, mas isso estou jogando para o universo.

Você acha que as empresas estão se sensibilizando para apoiar espetáculos infantis no Brasil?
Tenho a felicidade de, já há alguns anos, fazer parcerias com algumas empresas. O que me entristece é justamente precisar ir atrás de empresas particulares, pois o governo não faz nada, a não ser me dar a possibilidade de usar a Lei Rouanet. Há poucas pessoas que se preocupam em fazer teatro infantil de qualidade e conteúdo hoje, como eu. Como produtora teatral eu percebo, infelizmente, uma diminuição no público. A classe C aumentou o poder aquisitivo, mas não tem o hábito de ir ao teatro. Quem continua frequentando os palcos é a classe média, mas ela tem mais despesas e continua ganhando a mesma coisa, então os pais pararam de fazer programas infantis. Preferem inserir as crianças em programas de adultos. Isso não é culpa do povo, mas do péssimo governo que nós temos.

Para você, o que não pode faltar em uma peça para crianças?
Gabriel Vilela me chamou a atenção para a musicalidade, porque ela cativa a criança de cara. A peça também tem de ser colorida e apresentar objetos manipulados. Outra coisa que faço questão de ter em minhas produções são elementos circenses. Nasci no interior de São Paulo e o circo era uma atração. Acho importante a criança rir do palhaço, ter medo da equibrista cair da corda, se envolver com esse universo.

Depois de você ter o seu primeiro filho, Dom, mudou a forma com a qual você vê a produção de teatro infantil?
Com o nascimento do meu filho, minha visão melhorou, porque ele agora está na plateia. Antes, eu era uma observadora do mundo infantil e, hoje, consigo observar as reações das crianças diretamente com meu filho.

Crédito: Divulgação
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ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Com estreia em 2003, este foi o primeiro espetáculo para crianças de Luana, que também acumulou a função de produtora. A história clássica de Lewis Carroll ganhou uma releitura lúdica, na qual a atriz, protagonista da peça, fazia acrobacias, andava em perna-de-pau e pendurava-se em cabo de aço. A trilha sonora foi criada por Milton Nascimento.



Crédito: Divulgação
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O PEQUENO PRÍNCIPE

A segunda peça para crianças de Luana ganhou os palcos em 2006, e trouxe a atriz transformada fisicamente, de cabelo cortado e voz mais grave, para contar a história de um dos personagens mais queridos pelas crianças no mundo. O livro de Antoine de Saint-Éxupery motivou a atriz e produtora a passar três meses em Paris.



Crédito: Divulgação
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O SOLDADINHO E A BAILARINA

A produção, de 2010, é uma livre adaptação do conto criado pelo dinamarquês Hans Christian Andersen e o primeiro musical de Luana. Na trama, a atriz vive a bailarina de papel Sofia, por quem um soldadinho de chumbo, Perneta, se apaixona. O amor dos dois é atrapalhado pelo Boneco de Molas, também louco pela bailarina.



Serviço

Mania de explicação
Quando: Sábado, 7, às 18h
Onde: Teatro Guararapes (Avenida Professor Andrade Bezerra, S/N - Salgadinho, Olinda)
Quanto: R$ 80 (plateia) e R$ 40 (meia/plateia), R$ 70 (balcão) e R$ 35 (meia/balcão)
Informações: 3182-8000

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