MANIFESTAÇÃO Manifestantes protestaram nas ruas do centro da cidade

Publicado em: 14/06/2019 15:57 Atualizado em: 14/06/2019 19:46

Depois da Conde da Boa Vista, destino é a Praça do Derby. Foto: Rosália Vasconcelos / Diario de Pernambuco
Depois da Conde da Boa Vista, destino é a Praça do Derby. Foto: Rosália Vasconcelos / Diario de Pernambuco
Cinco trios elétricos conduzem centenas de manifestantes que caminham, neste momento, da Rua da Aurora, em direção à Avenida Conde da Boa Vista, sentido Praça do Derby. Estão presentes dezenas de centrais sindicais de trabalhadores, muitos gritando, em coro, “Nenhum direito a menos”.

Vandeilson Rodrigues, Sara Gouveia, Cláudia Rogéria, Elizabete Roberta
Verônica Hilário, Eveline Sampaio e Josias marinho. Foto: Rosália Vasconcelos / Diario de Pernambuco
Vandeilson Rodrigues, Sara Gouveia, Cláudia Rogéria, Elizabete Roberta Verônica Hilário, Eveline Sampaio e Josias marinho. Foto: Rosália Vasconcelos / Diario de Pernambuco
Individualmente ou em grupos, as pessoas buscam mostrar o que as levou às ruas. "Nós viemos lutar contra o projeto da Reforma da Previdência. O povo precisa barrar essas reforma", afirmou Elizabete Roberta, uma das que representantes do Sindicato dos Professores do Cabo de santo Agostinho.

Áurea Silva, 73, é aposentada, mas trabalha como terapeuta comunitária. Tereza Pinto, 71, também já se aposentou. Ambas sempre participam de atos de prostesto desde os 13 anos. "Há seis décadas estou na rua, lutando contra a ditadura. Há diferenças entre este período e o atual. Os militares tinham a coisa de defender a Pátria. Agora a soberania Nacional não vale mais nada. Em compensação, hoje não é possível esconder algo por muito tempo por causa da tecnologia. Acho fundamental ir à rua lutar pelos direitos, mostrar a cara e dizer que não estamos satisfeitos", afirma Áurea.

Roberto Arthur, professor de espanhol, luta pela obrigatoriedade do ensino do idioma nas escolas públicas e privadas. Foto: Rosália Vasconcelos / Diario de Pernambuco
Roberto Arthur, professor de espanhol, luta pela obrigatoriedade do ensino do idioma nas escolas públicas e privadas. Foto: Rosália Vasconcelos / Diario de Pernambuco
Roberto Arthur, por sua vez, 40 anos, é professor de espanhol há 16 anos. Ele luta pela obrigatoriedade do ensino do idioma nas escolas públicas e privadas. "Antes, havia esta oferta já que, em virtude do Mercosul. A Constituição Federal determina, em seu artigo, 4, parágrafo único, que o pais precisa buscar a integração politica econômica social e cultural. Em 2016, entretano, a lei foi revogada pelo então Ministro da Educação, Mendonça Filho. De forma que o espanhol está sendo retirado do ensino regular de ensino das escolas públicas e privada, embora seja a esperança de notas melhores para muitos estudantes no Enem e vestibulares e para que façam intercâmbios, estudem e trabalhem em outros países lusófonos, sem limitá-los a localidades com o inglês como língua pátria", lamenta.

A manifestação, prioritariamente em contestação à reforma da previdência, conta, efetivamente, com a participação de muitos idosos, que também serão atingidos pelas medidas, caso sejam implementadas.

Everson Siqueira, presidente da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), falou sobre o interesse por parte das instituições federais quanto ao reconhecimento da sua vontade na escolha dos seus dirigentes, reitores. "O governo Bolsonaro já nomeou quatro deles, inclusive o nosso. É imprescindível que o mais votado seja nomeado. É inadmissível que o resultado das eleições para reitores não seja respeitado. Governos anteriores deveriam ter criado esta proteção, para que as instituições tivessem seu direito de ssoberania. Temos que ficar atentos pra assegurar a democracia dentro do que a comunidade acadêmica escolheu", opinou.



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