Negociação Após um dia de greve, transporte complementar volta a circular

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 28/05/2019 09:15 Atualizado em:

Foto: Edvaldo Rodrigues/ArquivoDP. (Foto: Edvaldo Rodrigues/ArquivoDP.)
Foto: Edvaldo Rodrigues/ArquivoDP.
Depois de 24h de paralisação, o Sistema Complementar de Passageiros do Recife volta a circular na cidade. Após assembleia, o Sindicato dos Permissionários do Transporte Público Complementar de Pernambuco (Sinpetracope) decidiu suspender a greve e aguardar o pagamento do repasse de R$ 1,3 milhão pelo Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano. 

"Nos reunimos com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Bruto, que nos garantiu que será pago até o final desta terça. Confiando na palavra dele, nós vamos normalizar o serviço até para não prejudicar as pessoas que dependem do transporte", comentou o presidente do Sindicato dos Permissionários do Transporte Público Complementar de Pernambuco (Sinpetracope), Manoel Francisco Dias.

Ao todo, são 18 linhas que atendem uma demanda diária de 50 mil pessoas. Por mês são 31.800 viagens e cerca de 1,1 milhão de passageiros. O atraso no repasse de R$ 1,3 milhão, referente às linhas alimentadoras, provocou desde ontem a paralisação do serviço. A dívida corresponde ao atraso do repasse de duas quinzenas.

A Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) verifica os quilômetros rodados baseados na quantidade de viagens realizadas e repassa as informações necessárias ao Grande Recife Consórcio de Transportes, que realiza o pagamento aos permissionários. O quilômetro rodado das alimentadoras custa R$ 6,15.

Nas alimentadoras, os usuários não pagam pelo serviço, que é atendido pelo repasse da quilometragem aos permissionários. Cada permissionário tem dois motoristas de reserva. “Estamos sem pagar aos motoristas o salário de abril e a primeira quinzena de maio e não temos como comprar combustível”, afirmou o presidente do Sinpetracope.

Na última sexta-feira (24), o Sinpetracope enviou nota informando ao Grande Recife sobre a paralisação. “Eles disseram que estão sem dinheiro e não deram prazo para resolver o problema. A população mais carente é a mais prejudicada”, alertou Manoel Francisco. Os cerca de 60 profissionais que cruzaram os braços na manhã de ontem se reuniram em frente ao sindicato da categoria, na Avenida Olindense, 420, no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife.

O Serviço de Transporte Complementar de Passageiros do Município do Recife foi criado em 2003 em caráter complementar ao Sistema de Transporte Municipal, gerido pelo Grande Recife Consórcio de Transportes. As linhas que compõem o Transporte Complementar foram criadas para fazer ligações entre bairros e áreas de difícil acesso, que não são atendidas pelo ônibus regulares.

A paralisação do sistema complementar não interfere nas linhas interbairros, que estão funcionando normalmente. Elas não passam pelo centro e fazem a ligação entre bairros da cidade. Neste caso, o valor da tarifa é equivalente ao anel A e é pago pelo usuário. Há ainda a garantia do benefício da meia passagem aos domingos e aos estudantes e a gratuidade para pessoas com deficiência e idosos, podendo se utilizar o Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) Trabalhador ou Estudantil. Por mês, uma média de 14 mil viagens são realizadas e 1,8 milhão de passageiros são atendidos.


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