UPE Encontro debate combate à tuberculose

Publicado em: 26/05/2019 12:43 Atualizado em: 27/05/2019 12:07

Os casos de tuberculose aumentaram 9% em Pernambuco em 2018, quando comparados dados de 2015. Foto: Jaqueline Maia/ Arquivo DP.
Os casos de tuberculose aumentaram 9% em Pernambuco em 2018, quando comparados dados de 2015. Foto: Jaqueline Maia/ Arquivo DP.
Pacientes com tuberculose e suas famílias enfrentam custos altos para se tratarem da doença. Por conta disso, muitos deixam as medicações e cuidados de lado. E o ciclo de contaminação não se encerra. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu que, até 2020, estes custos devem ser eliminados. Três projetos conduzidos no Vietnam e no Nepal são apontados como experiências positivas na redução desses custos das famílias. Eles implementam a busca ativa de pessoas com tuberculose. Em alguns casos, usam drones e wise pills, chamadas pílulas inteligentes.

Um seminário, nesta segunda-feira (27), na Universidade de Pernambuco (UPE), é uma oportunidade para ouvir esses relatos diretamente da pesquisadora da Liverpool School of Tropical Medicine, no Reino Unido, Noêmia Siqueira, uma pernambucana que aplica a experiência nos dois países. Quem também participa do debate é a coordenadora estadual de Controle da Tuberculose da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Cândida Ribeiro. A ideia é trocar experiências para ajudar no combate à doença no estado.

Segundo Noêmia Siqueira, no Nepal, por exemplo, há áreas montanhosas de difícil acesso. Os doentes precisam ser levados por quilômetros para chegar a uma unidade de saúde. Muitos morrem em casa, sem socorro. A partir daí, surgiu a ideia do drone. O equipamento é enviado a essas famílias junto com um potinho para coletar secreções dos brônquios. O material é trazido de volta, avaliado pela equipe de saúde e, no caso de resultado positivo, é enviada ao paciente a wise pills. A caixinha com o medicamento tem alarmes visual e sonoro para avisar do horário de uso. A equipe de saúde também tem como saber se o doente está aderindo ao tratamento.

“Apesar de simples, a busca ativa exige investimento dos governos para contratação e capacitação de pessoal. No entanto, a busca ativa fica mais barato para o paciente, que evita repetidas viagens aos centros de saúde para diagnóstico, e mais barato para a sociedade, porque corta a cadeia de transmissão”, explica Noêmia Siqueira.

O seminário contará com uma apresentação do perfil de tuberculose em Pernambuco, com indicadores de cura, tratamento e detecção. A ideia é discutir o que pode ser aproveitado da experiência nos outros países em Pernambuco.


O seminário Avaliação econômica e experiências de busca ativa de casos de Tuberculose no Nepal, Vietnam e Pernambuco acontece das 14h às 17h no auditório Jaime Scherb, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, na Rua Arnóbio Marques, 310, no bairro de Santo Amaro, no Recife.

 

 



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