Romeiros Festa de Frei Damião começa hoje no Pina Programação tem ponto alto no domingo (26) e termina na quinta-feira (31), dia da morte do capuchinho

Publicado em: 23/05/2019 16:05 Atualizado em: 23/05/2019 16:35

Procissão luminosa será realizada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para o Convento de São Félix de Cantalice. Foto: Roberto Ramos/Arquivo DP
Procissão luminosa será realizada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário para o Convento de São Félix de Cantalice. Foto: Roberto Ramos/Arquivo DP

Mais de 50 mil romeiros devem participar, a partir desta quinta-feira (23), da festa de Frei Damião de Bozzano. A expectativa foi anunciada pela Ordem dos Capuchinhos, à frente das celebrações em memória do sacerdote italiano. A festa se estende até quinta-feira (31) da próxima semana no Convento de São Félix de Cantalice, no Pina, onde o frade foi sepultado. Frei Damião morreu no dia 31 de maio de 1997.

O maior número de romeiros deve visitar o convento no domingo (26). Centenas deles, vindos do interior pernambucano e de outros estados do Nordeste, devem chegar na tarde e noite do sábado (25) para, no domingo, participarem das primeiras missas do dia.

A programação dos festejos respeitará a tradição dos últimos anos. Nesta quinta-feira, ela começa com uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Avenida Herculano Bandeira, no Pina, tendo em seguida a procissão luminosa. Devotos do frade, portando velas e cantando hinos religiosos, vão caminhar da igreja até o convento. A missa está programada para as 19h.

Os festejos continuarão na sexta-feira (24), quando haverá três missas. Elas estão previstas para as 6h, 11h e 17h. Duas apresentações artísticas vão acontecer no final da tarde, com os corais da Assembleia Legislativa de Pernambuco e Nossa Música. Haverá confissões e a Bênção de São Félix durante todo o dia.

A programação do sábado (25) contará apenas com duas missas, às 6h e às 17h. No domingo (26), com a expectativa de que mais de 20 mil pessoas passem pelo Convento de São Félix de Cantalice, a programação será mais maior. Cinco missas serão celebradas ao longo do dia, sendo a primeira às 4h.

A celebração da madrugada do domingo retoma a tradição vivida por Frei Damião nas missões pelo interior do Nordeste. Outras estão previstas para as 6h, 10h, 14h30 e 17h. A missa das 10h terá o bispo da Diocese de Salgueiro, dom Magnus Henrique.

Para marcar o dia da morte do frade italiano, conhecido como o Missionário do Nordeste, os capuchinhos vão celebrar uma missa no dia 31 deste mês. Os restos mortais do missionário se encontram na Capela de Nossa Senhora das Graças.

SANTAS MISSÕES
Desde a morte de frei Damião a Ordem dos Capuchinhos promove festas em sua memória, a primeira foi realizada em maio de 1998. Até hoje a comemoração vem crescendo em número de seguidores e atraindo a atenção de religiosos de várias partes do País. Em especial do Nordeste, onde o frade pregou as Santas Missões, principalmente nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Ceará.

Nascido em Bozzano, na Itália, em 1898, Frei Damião desembarcou no Recife em 1931. Não sabia falar português. Aprendeu entre celebrações na capital e viagens ao interior, como uma ao município de Gravatá, no Agreste, onde celebrou a sua primeira missa em terras pernambucanas. Isso em 1931. A partir daí, o capuchinho abraçou as missões, percorrendo os estados nordestinos durante 66 anos.

Considerado santo pelos romeiros, Frei Damião está com o processo de beatificação e canonização em andamento no Vaticano. No mês passado, a Santa Sé, por meio de decreto do papa Francisco, reconheceu o frade como venerável. “Esse é o penúltimo passo antes da beatificação”, explicou frei Jociel Gomes, postulador da causa e responsável pelo acompanhamento do processo.

Em outras palavras, complementa frei Jociel, o decreto reconheceu para a comunidade da Igreja Católica que o Frei Damião exerceu, em grau heroico, as virtudes cristãs. A beatificação depende da comprovação de um milagre. Desses, os devotos do missionário dizem não ter dúvida. E os capuchinhos afirmam ter encaminhado documentos ao Vaticano comprovando a existência deles.



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