Alepe Projeto atende adolescentes de abrigos Iniciativa oferece estágios remunerados e cursos de atualização para jovens com idade mínima de 17 anos e 6 meses

Publicado em: 22/05/2019 13:57 Atualizado em: 22/05/2019 14:27

Convênio, assinado no Tribunal de Justiça de Pernambuco, prevê inicialmente 10 vagas. Foto: Evane Manço/Alepe/Divulgação
Convênio, assinado no Tribunal de Justiça de Pernambuco, prevê inicialmente 10 vagas. Foto: Evane Manço/Alepe/Divulgação
O perfil foi definido. A partir de hoje, com o lançamento, um projeto firmado entre a Assembleia Legislativa (Alepe) e o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vai atender adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade, aptos à doação, que se encontram em abrigos e estão perto de deixá-los por conta da idade. É o Alepe acolhe, destinado a preparar jovens para o mercado de trabalho.

O projeto vai oferecer estágios e cursos de atualização em língua portuguesa, estrangeira e informática. A princípio, há dez vagas. O programa é destinado a adolescentes com idade mínima de 17 anos e 6 meses, que manifestem interesse na iniciação de formação profissional e comprovem frequência regular em instituições de ensino médio ou dos anos finais do ensino fundamental.

A idade dos adolescentes a serem selecionados coincide com a fase de transição para a saída das casas de acolhimento. Daí, o foco do projeto em pagar uma bolsa-auxílio, no valor de R$ 500 mensais, durante seis meses. As despesas do programa virão do orçamento da Assembleia.

Idealizador do projeto, o primeiro secretário da Alepe, deputado Clodoaldo Magalhães disse que a Alepe vinha discutindo a questão com a 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital e percebeu a necessidade de ampliar o que havia sido realizado pela Mesa Diretora do biênio anterior. “Avançamos com esse projeto que atenderá os adolescentes que se encontram na iminência de completar 18 anos a entrarem para o mercado de trabalho”, afirmou.

A indicação para o estágio será feita pelo juiz titular da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, Élio Braz, pelas instituições de acolhimento vinculadas ao TJPE. Validadas as indicações, os nomes serão encaminhados à Alepe, que informará ao juiz sempre que houver disponibilidade de vagas para estágio.

Além dos cursos e da oferta de estágio, o projeto prevê uma campanha de divulgação, que inclui palestras, para os servidores da Assembleia e para o público em geral, sobre a questão social dos adolescentes aptos à adoção. A divulgação mostrará ainda que se pode fazer doações para os fundos estaduais e municipais e proteção e apoio à criança e ao adolescente e que os valores doados podem ser deduzidos no Imposto de Renda.

O lançamento do projeto será às 16h desta quarta-feira (22), no plenário da Assembleia, e a assinatura da parceria ocorreu na última segunda-feira. A parceria, segundo o coordenador da Infância e Juventude do TJPE, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, está direcionada para um público dificílimo de ser adotado. “São jovens com mais de 16 anos que, na realidade, podem ir direto para o tráfico ou para a prostituição”, pontuou, acrescentando que o projeto pode servir de modelo para outros estados.

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