Punisher Polícia Civil desmonta milícia que teve participação na morte do empresário Mário Gouveia

Publicado em: 20/05/2019 14:23 Atualizado em: 20/05/2019 14:27

FOTO: Divulgação (FOTO: Divulgação)
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A Polícia Civil prendeu na última sexta-feira (17) sete das doze pessoas envolvidas na morte do empresário Mário Cavalcanti Gouveia Júnior, 79 anos, dono do Parque Aquático Águas Finas, em Aldeia, assassinado em abril deste ano. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão, sendo que seis alvos já estavam em unidades penais do estado. Com o grupo foram apreendidos munições e armas de fogo, além de 500g de crack, 1,5 kg de maconha, um veículo modelo Gol e R$ 57 em espécie. Este é o resultado do desdobramento da 39ª fase da Operação "PUNISHER", que vem investigando o grupo desde 2018 por praticar crimes de homicídio, latrocínio, tráfico de armas e drogas e formação de milícia nas cidades de Chã de Cruz, Camaragibe e Paudalho.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Eucélia Nogueira, o grupo costumava agir de forma bastante violenta. "O grupo chegou até a executar a madrasta, o pai e o irmão de um homem que teria negado o convite para integrar à milícia. Tivemos um grande trabalho para identificá-los, pois as pessoas não faziam denúncias por medo de consequências", contou a delegada.

A delegada revelou que o grupo era liderado por Luciano Josuel de Santana, que inclusive foi apontado como o autor do assassinato do próprio irmão. Além dele, também foram presos José Pereira da Silva Júnior, o "Pereira", Josenilson de Assis, Luiz Jernonimo Batista da Silva, o "Menor", Silvana Meireles de Lira, a "irmã Vânia", e Cícero Romão Henrique da Silva Pino, conhecido como "Cicinho", Wanderson da Silva Amorim e Emerson Vieira de Melo, o "Jamaica", Leonardo Ferreira Cavalcanti, Leonardo do Nascimento Silva, o "Matuto", Rodrigo Gomes da Silva e Paulo da Cunha Conceição, vulgo Passarinho. Deste grupo, Leonardo do Nascimento Silva, Paulo da Cunha Conceição e Cícero Romão Henrique da Silva Pino teriam participado do homicídio do empresário Mário Gouveia Júnior, a mando de Luciano Josuel de Santana. 

A quadrilha agia da seguinte forma: a liderança convocava pessoas da Favela do Detran e de Olinda, a partir de contatos dentro de unidades penais, para atuarem como guardas do apito e davam casa para morarem. "Mas apenas os integrantes da quadrilha roubavam e traficavam", revelou a delegada Eucélia Nogueira.

De acordo com as investigações, o objetivo da quadrilha era roubar o dinheiro apurado no feriado dentro do parque aquático. Como eles também tinham conhecimento do armamento pertencente ao empresário, levaram cinco armas. Uma foi recuperada pela polícia. O crime aconteceu na madrugada do último dia 23 de abril. Luciano e outros membros da quadrilha conheciam a vítima, segundo apurou a polícia.

Sete suspeitos foram presos desde o dia do assassinato de Mário Gouveia, incluindo Luiz Jerônimo e Luciano. Todos foram encaminhados para o Centro de Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Recife, onde ficarão à disposição da Justiça. 




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