TRÁFICO Mulher é presa por tráfico de super maconha no Aeroporto dos Guararapes

Publicado em: 17/05/2019 17:57 Atualizado em: 17/05/2019 18:14

Foram apreendidos dois quilos e meio da droga. Foto: Polícia Federal / Divulgação
Foram apreendidos dois quilos e meio da droga. Foto: Polícia Federal / Divulgação
O tráfico de skunk, também conhecida como skank ou "super maconha", levou à prisão de uma mulher, em flagrante, no Aeroporto Internacional dos Guararapes. De acordo com a Polícia Federal, Andreia Bispo de Oliveira é natural de Eurinepe, no Amazonas, e residente em Manaus. Ela estava tentando embarcar para o Maranhão, por volta das 10h da última segunda (13), com o material preso ao corpo. A prisão só foi divulgada nesta sexta (17).

A detenção aconteceu após os Policiais Federais selecionarem, em inspeção de rotina, alguns passageiros para entrevista prévia ao embarque. A passageira despertou a desconfiança dos agentes ao se contradizer nas respostas. Ao ser revistada, foram encontrados com ela quatro embalagens, detectadas como de skunk, totalizando dois quilos e meio da droga. Além do entorpecente, foram apreendidos documentos, aparelho celular, passagens aéreas e cartões de embarque.

De acordo com a polícia, Andreia não possui antecedentes criminais e afirmou ter concordado em fazer o transporte da droga por estar desempregada. Para isso, receberia a quantia de R$ 1 mil após ter sido aliciada por um homem em Manaus. Ela não revelou a identidade do traficante. "Ao ser questionada, Andreia disse, por exemplo, que iria passar de quatro a cinco dias em São Luís, mas não estava com malas, roupas. Afirmou também que era vendedora, mas não apresentou nenhum catálogo com as mercadorias que disse vender. Sobre o fornecedor da droga, este é um modo de agir bem próprio, pois  eles costumam buscar pessoas que estejam em dificuldades financeiras, que queiram fazer uma viagem de avião ou estejam com  problemas na família. É o perfil ideal que estes traficantes procuram", afirmou Giovanni Santoro, chefe de comunicação da Polícia Federal.

Andreia foi autuada pela prática do crime de tráfico interestadual de entorpecentes. Caso condenada, sua pena pode ser de 5 a 15 anos de reclusão. Após a autuação, realizou Exame de Corpo de Delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e passou pela audiência de custódia onde foi confirmada a sua prisão preventiva. Posteriormente, foi conduzida para a Colônia Penal Feminina.

A mais recente prisão por tráfico da substância aconteceu em março de 2017 quando dois estudantes moradores do Recife, de 27 e 25 anos, foram presos em flagrante tentando transportar cerca de 21 kg da droga dentro das bagagens. 

Sobre o Skunk 

É plantado em ambiente controlado, para que haja maior concentração do tetrahidrocanabinol, ou THC, substância psicoativa que é o principal responsável pelos efeitos alucinógenos. Normalmente, a concentração de THC nos tipos comuns de maconha varia entre 2% e 4%. Já no Skunk varia entre 14% e 15%, mas, já foram apreendidos skunk com até 30% de THC, o que torna esse tipo de maconha ainda mais prejudicial e letal. Os sintomas da maconha são alucinações, perda do controle da concentração e coordenação motora, perda da memória, psicoses, esquizofrenia, neuroses, dilatação da pupila, olhos vermelhos entre outros. Os efeitos do skunk são os mesmos da maconha, porém muito mais intensos, fazendo com que o cérebro do usuário acabe sendo “fritado”, ou seja, os danos cerebrais são mais intensos e danosos.


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