Centro do Recife Vigília à luz de velas chama a atenção sobre os direitos de pessoas com HIV/Aids

Publicado em: 17/05/2019 09:56 Atualizado em: 17/05/2019 10:03

Foto: Thalyta Tavares/Esp.DP
Foto: Thalyta Tavares/Esp.DP
Na tarde desta sexta-feira (17), na Avenida Mário Melo, em frente à sede da Previdência Social (INSS), no Centro do Recife, acontece a XIV Vigília à Luz de Velas para chamar a atenção sobre os direitos  violados de pessoas vivendo com HIV/Aids. A iniciativa é do Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) , em parceria com RNPTTH, Fundação Redistribuir, Futuro Social Brasil e o SINTEPE. O ato deste ano tem o tema Intensificando a luta pela saúde e pelos direitos.O ato acontece em várias cidades do Brasil e do mundo em homenagem às pessoas que morreram vítimas da Aids.
 
O GTP denuncia a desaposentação das pessoas vivendo com HIV e AIDS, através do programa “desaposentadoria”, que teve início em 2016 no governo Temer. Segundo o GTP , o Ministério da Cidadania já contabilizou 1,18 milhão de perícias, resultando em 578,5 mil cortes de benefícios da população em geral, incluindo pessoas vivendo com HIV. No ato, também será entregue à população uma carta com a denúncia.
 
De acordo com o coordenador geral do GTP, Wladimir Reis, o governo federal declarou, em janeiro de 2019, que vai fazer uma nova auditoria em 2 milhões de benefícios. Além disso, o atual presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente, em abril deste ano, o projeto de lei que dispensava a reavaliação pericial para a pessoa com HIV e Aids aposentada por invalidez.
 
Muitos soropositivos estão fora do mercado de trabalho há mais de 20 anos e sofreram com os efeitos colaterais em decorrência do tratamento para o vírus, o que os impediu de trabalhar. Outros viveram por vários anos sem tratamento e têm impedimentos socioeconômicos”, pontuou Wladimir Reis. De acordo com Wladimir, a perícia médica do INSS é insuficiente, pois também é necessária a avaliação multidisciplinar.

Candlelight - A mobilização mundial em solidariedade às pessoas afetadas pela AIDS começou em 1983 nas cidades de São Francisco, Los Angeles e Nova York. A vigília acontece em centenas de cidades em todo o mundo como forma de sensibilizar e mobilizar toda a sociedade para que pressionem seus governos a ampliar as pesquisas e garantir o acesso à assistência integral para as pessoas vivendo com HIV e AIDS. O ato também busca chamar a atenção para a necessidade de reforço nas medidas de prevenção para que se detenha o avanço da pandemia e se amplie o acesso a uma saúde pública de qualidade.


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