Mobilidade Nova tarifa do metrô do Recife começa a valer neste domingo

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 05/05/2019 16:59 Atualizado em: 05/05/2019 17:09

Foto: Paulo Paiva/DP.
Foto: Paulo Paiva/DP.
A nova tarifa do Metrô do Recife entrou em vigor neste domingo (5), depois de o reajuste ter sido adiado em abril.  Até 2020, o bilhete sofrerá acréscimo de 150% de forma escalonada. A passagem, que custava R$ 1,60, foi reajustada para R$ 2,10 e permanecerá neste valor até 6 de julho. De 7 de julho a 7 de setembro, o preço será de R$ 2,60. A tarifa custará R$ 3 entre 8 de setembro e 2 de novembro, R$ 3,40 de 3 de novembro a 4 de janeiro do próximo ano, R$ 3,70 entre 5 de janeiro e 6 de março de 2020 e R$ 4 a partir de 7 de março de 2020 - representando um aumento de 150% em relação ao preço anterior. 

O reajuste foi autorizado pela Justiça Federal e é maior do que o índice pedido pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), de 87,5%. O aumento, inicialmente, aconteceria a partir de 1º de maio, havia sido adiado pela CBTU. Na época, em nota, a companhia afirmou que o incremento tinha como justificativa os anos de congelamento dos preços das tarifas, "que acarretaram em avançada defasagem ante aos custos operacionais".
 
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A CBTU reforçou, na época, que “há cerca de 13 anos não há alteração nas tarifas em Belo Horizonte, 15 anos em Natal, Maceió e João Pessoa e 7 anos em Recife, atingindo avançada defasagem ante ao custo de manutenção do sistema”. A decisão pelo aumento ocorreu em 22 de abril, em Belo Horizonte. O Tribunal Regional Federal - 1ª Região (TRF1) havia autorizado o aumento das tarifas dos metrôs administrados pela CBTU, derrubando uma decisão de 14 de maio de 2018, que obrigava a companhia a suspender os reajustes que haviam sido definidos para valer a partir de 11 de maio daquele ano.

O reajuste não necessariamente significará melhora no serviço. As operações do MetroRec correm o risco de paralisar a partir de julho, já que a atividade metroviária no Recife tem uma defasagem de R$ 480 milhões, recebendo uma subvenção do Governo Federal de mais de 80%. Em maio, o sistema precisará de uma complementação de receita da União que, caso não seja liberada graças ao contingenciamento do Ministério da Economia, incorrerá em paralisação da operação. Uma dívida de R$ 110 milhões do Grande Recife Consórcio também coloque em xeque o funcionamento do sistema na Região Metropolitana do Recife (RMR). 


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