Educação IFPE também sofre cortes no orçamento

Por: Anamaria Nascimento

Publicado em: 03/05/2019 16:21 Atualizado em: 03/05/2019 16:43

A instituição tem 16 campi distribuídos em todas as regiões do estado. Foto: Peu Ricardo/DP.
A instituição tem 16 campi distribuídos em todas as regiões do estado. Foto: Peu Ricardo/DP.
O  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE) também sofreu cortes no orçamento. De acordo com dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), a instituição sofreu um corte de 30% no seu orçamento discricionário previsto na Lei de Orçamentária Anual (LOA).

O bloqueio, feito pelo Ministério da Educação (MEC), representa uma redução total de R$ 22,2 milhões para 2019. Desse valor, foram retirados R$ 21,3 milhões do montante de R$ 54,7 milhões, o equivalente a 38,95% previstos para as ações de custeio (manutenção), que garantem o funcionamento básico da instituição.

"Esse corte atingirá significativamente os serviços relacionados à segurança, limpeza, internet, energia elétrica e água, inviabilizando desde as atividades administrativas, até as de ensino, pesquisa e extensão. Dessa forma, fica comprometido, por exemplo, o funcionamento de salas de aulas, laboratórios, refeitórios, alojamentos estudantis, transporte escolar, além do pagamento de bolsas de monitoria, pesquisa e extensão. Em outras palavras, o bloqueio, coloca em risco a continuidade de todos os serviços prestados à comunidade ao longo de 2019", informou o IFPE, por nota oficial.

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Ao todo, o IFPE tem 16 campi distribuídos em todas as regiões do estado, além de 11 polos da Educação a Distância (EAD). São oferecidos 283 cursos regulares nos níveis técnico, superior e de pós-graduação, totalizando o atendimento a mais de 27 mil estudantes. "Para além das atividades de sala de aula, nossos alunos têm, aqui, a oportunidade de serem inseridos em práticas de pesquisa, inovação e extensão, sob a orientação de um corpo docente altamente qualificado, formado por 1.277 professores, dos quais 78,23% são mestres e doutores", destacou o IFPE.

Na nota, a instituição enfatiza ainda que o projeto educacional "é comprometido com a oferta de uma formação cidadã que prepara o estudante para o ingresso e a permanência no mundo do trabalho, contribuindo para o atendimento das demandas das cadeias produtivas locais e nacionais cujo funcionamento depende da existência de profissionais capacitados".

O IFPE explicou também que, nos últimos anos, como outras instituições que compõem a rede federal, vêm sofrendo reduções orçamentárias e diminuindo despesas dentro do limite do possível para garantir as condições mínimas de funcionamento. "Com esse novo corte, sequer essas condições mínimas estão asseguradas. Sendo assim, vemos com extrema preocupação o cenário que se delineia e o risco de não conseguirmos cumprir a nossa função social, prejudicando aqueles que são o nosso maior público-alvo e sujeitos estratégicos do desenvolvimento social, econômico, cultural e intelectual do país: nossos estudantes", ressaltou.

Na próxima semana, os reitores das instituições vinculadas à rede federal de educação profissional, científica e tecnológica se reúnem, em Brasília (DF), e buscarão encaminhamentos para tentar reverter, coletivamente, essa situação. "Compartilhamos do entendimento de que a garantia do funcionamento das instituições públicas de educação é condição essencial para se promover os avanços de que o Brasil necessita. As universidades públicas e os Institutos Federais não são parte do problema, mas da solução", pontuou o IFPE.



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