POLÍCIA Quadrilha de traficantes tem integrantes apreendidos pela polícia em Ipojuca

Publicado em: 30/04/2019 17:28 Atualizado em: 30/04/2019 17:31

Da esquerda para direita: Delegado Victor Azoubel (titular da 4° DPRN) Delegado Cláudio Castro (Titular DENARC)
Da esquerda para direita: Delegado Victor Azoubel (titular da 4° DPRN) Delegado Cláudio Castro (Titular DENARC)

Uma organização criminosa envolvida com a prática de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e homicídios, com atuação no município de Ipojuca, foi, em parte, desmembrada pela polícia. As investigações, que tiveram início em agosto do ano passado, culminaram em 24 prisões, 12 delas ainda em 2018. Recentemente, foram cumpridos 10 mandados de prisão e dois de busca e apreensão domiciliar. Ainda restam seis foragidos, incluindo o chefe da organização, Evanilson José da Silva, o Bambam. A operação, denominada Operação Estação Final, foi supervisionada pela Chefia de Polícia Civil, coordenada pela Diretoria Integrada de Polícia Especializada (DIRESP) e pela Diretoria de Inteligência e pela Gerência de Controle Operacional das Especializadas (GCOE).

Na ocasião, foram apreendidos 36 pinos de cocaína, 90 pedras de crack, aproximadamente 130kg de maconha e um balança de precisão. Dentre os armamentos, fuzis, metralhadoras, espingarda, pistolas e revólveres. Segundo o Victor Azoubel, da delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DPRN), a ação de Ipojuca, comunidade de Salinas, foi um desdobramento de outra feita há cerca de um mês, em Feira Nova. Ele destacou o perfil violento do grupo. “Eles utilizam armas de grosso calibre, sempre procurando causar terror na comunidade. Temos relatos de que, por duas vezes, foram tentar neutralizar rivais e, não os encontrando, atiraram em inocentes”, explicou. Ele relatou, ainda, que a quadrilha é bem estrutuarada, com distribuição em gerências de acordo com o tipo da droga, além do grupo armado da facção. O delegado Cláudio Castro, gestor do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (DENARC), afirma que cada integrante tinha uma função específica. “Aos poucos, estamos debelando essa organização. A grande maioria já está presa. Quanto aos foragidos, é questão de tempo para identificá-los e prendê-los aos poucos”, concluiu.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.