Cultura Recife entra no circuito de comemoração do Dia Internacional da Dança

Publicado em: 28/04/2019 18:37 Atualizado em: 29/04/2019 07:46

Foto: Bruna Costa/Esp. DP.
Foto: Bruna Costa/Esp. DP.
Dançar é expressão, movimento, arte, cultura. A dança diverte, é atividade física e ajuda na saúde. O protagonismo desse manifesto artístico tem espaço na agenda cultura da Recife, principalmente em um momento especial. O polo da rua da Moeda, no bairro do Recife, recebeu neste domingo (28) o projeto Dançando na Rua, uma comemoração de luxo antecipada para o dia internacional da dança, oficialmente nesta segunda (29). As apresentações de dançarinos amadores, de escolas de dança, grupos de escolas regulares ou simplesmente amantes da dança tiveram o seu momento. Pelo que passou pelo tablado montado, a dança se mostrou como um instrumento de inclusão, de integração e de liberdade.

Em uma das apresentações, cinco mães subiram no tablado com os seus bebês a tiracolo. Surpreendeu o bom público que prestigiava o projeto, que se expressava questionando como as mães conseguiam dançar com os pequenos. Trata-se do Baby Fusion, método oferecido no Recife pela facilitadora Maria Cláudia Silva, fisioterapeuta e professora de dança que utiliza o conhecimento das suas formações para aplicar a metodologia.

“As mães costumam achar que não conseguem manter atividades físicas logo após a maternidade e esse método mostra que é bom, é prazeroso e que traz ganhos para ambos porque é baseado em estudos. Não é simplesmente amarrar o bebê junto à mãe e dançar. São avaliados pontos como idade, postura, além de tamanho da mãe e do bebê para ser inserido numa coreografia, que sempre vai respeitar os limites de cada corpo”, destacou. “As aulas integram movimentos e sons do ballet e do jazz e são abertas a mães com bebês a partir de dois meses de vida. Tem sido bastante positivas para nascidos prematuros e para mães com depressão pós-parto”, complementou. As turmas são oferecidas dentro da escola de dança Jaime Arôxa.

O evento faz parte da programação do Recife Antigo de coração, organizado pela Secretaria de Turismo, esportes e lazer da Prefeitura do Recife, em parceria com a Fundação de Cultura da cidade, especialmente em comemoração do dia internacional da dança. Andréa Carvalho, à frente do projeto, explica que o mundo para e se voltar para comemorar o dia internacional da dança. “O Recife entrou no circuito. Nossa comemoração tinha que ser dentro do projeto Dançando na rua, que é um espaço maravilhoso pra essa expressão. Ele acontecia na praça do Arsenal e um pedido dos bares e restaurantes ao prefeito Geraldo Julio de trazer algo para a família no polo da rua da moeda fez a nossa estreia por aqui. A gente trouxe Hip hop, jazz, ballet, frevo, funk…. e todos os outros ritmos, por ser mais uma comemoração na cidade, aberta ao público, de integração e interação. Então o Dançando na rua abre para todos os estilos, de projetos de amadores e professores”, complementou.

A curadoria da programação especial em comemoração ao dia internacional da dança ficou sob responsabilidade de Heloísa Duque, chefe do setor de dança da Fundação de Cultura, que reforçou a participação de amadores na edição deste domingo. “A gente abriu para que a sociedade que ama a dança participasse com protagonismo, juntamente com os profissionais e para que sentisse a atmosfera das apresentações. A gente tem alunos de escolas privadas, de projetos sociais gratuitos e de escolas de professores com história na dança, inclusive selecionados para o festival internacional de Joinville, que acontece em julho”, destacou Heloísa.

O Grupo Sapateart, da professora Rafaelle Oliveira, elogiou a realização do projeto. Depois de se apresentar, comentou que ações do tipo devem ser permanentes. “Eu tenho um trabalho há muito tempo focada no sapateado, mas o grupo Sapateart tem apenas dois meses. Tivemos o espaço pra projetos de muito tempo e isso é muito valioso. Essa possibilidade de mostrar expressões não tão tradicionais como o frevo, em um espaço público de muito movimento como o Recife Antigo, é muito gratificante e nos dá muito entusiamo. Foi maravilhoso.”

A programação começou à tarde e foi até à noite. Muita gente não se mexeu para não perder o lugar na plateia. A vendedora Aline Rocha estava curtindo com a filha. “Eu adoro. Dancei por muito tempo, mas a correria do dia a dia me tirou essa alegria. Aí eu fico vendo e babando com saudade. E a minha bebê também adora, fica quietinha olhando sem piscar”, disse.

Além das apresentações, foram sorteados brindes oferecidos pelas empresas parceiras, como lojas de produtos e escolas, ambas voltadas para a dança. Também foram sorteados registros profissionais de dançarino, um estímulo à profissionalização e à formalização da categoria, além de publicações em revistas especializadas. 



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