investigação Milícia pode ter alcance estadual

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 27/04/2019 15:26 Atualizado em: 27/04/2019 15:32

Foto: Leandro de Santana/Esp. DP
Foto: Leandro de Santana/Esp. DP

A principal linha de investigação da polícia sobre a morte do empresário Mário Cavalcanti Gouveia, 78, ocorrida durante troca de tiros com bandidos que invadiram o Parque Aquático Águas Finas, de propriedade da vítima, é de que os criminosos entraram no local para roubar as armas colecionadas pelo idoso visando usá-las em outros crimes.

O crime ocorreu na madrugada da terça-feira no km 17 da Estrada de Aldeia, em Paudalho. O trabalho policial até agora se concentrou na busca de armas e suspeitos, que seriam  moradores da localidade Chã de Cruz e, segundo fontes do Diario, integram uma milícia de seguranças contratados por comerciantes que já teria sido responsável por homicídios de assaltantes na região. Para a polícia, o grupo pode ser maior do que os 15 homens que invadiram o parque, tendo membros em várias localidades do estado e liderança de presidiários.

Foram presos na quarta-feira Luciano Josuel de Santana, 38, Cicero Romão Henrique da Silva Pino, 37, Leonardo do Nascimento Silva, 24, e Rodrigo Gomes da Silva, 24. Wallace Everton Lemos da Silva foi baleado por Mário e morreu horas depois. Dez criminosos seguem à solta. Os investigadores estão examinando DNA encontrado no local do crime e nos carros usados pelos bandidos para identificar os foragidos. Segundo fontes, nos últimos dois dias a polícia manteve buscas na região, com helicópteros, e vasculhou um bar pertencente à irmã de um dos suspeitos.

Dois suspeitos - Luciano e Cícero - já tinham prestado serviço de segurança à vítima, e o próprio Luciano foi ao parque no último domingo com a família para levantar informações que serviriam para o assalto.

“Luciano é o líder dos que já foram presos, mas o grupo é grande. Já temos um depoimento de uma pessoa que diz ter sido vítima desse bando, então é provável que eles tenham feito essas ações em vários outros locais”, disse a delegada Euricélia Nogueira. Segundo ela, a residência de Mário já havia sido assaltada duas vezes - numa ele conseguiu se defender com um segurança e na outra ele não estava em casa. Por terem conhecimento de que o idoso era atirador e tinha vigias, os assaltantes organizaram a ação durante 30 dias e usaram armas de grosso calibre.

A delegada não descarta que também exista motivação pessoal de algum integrante do bando para matar Mário. O revólver calibre 45 apreendido pela polícia em uma granja em Chã de Cruz era do empresário e dessa arma partiu o disparo que matou Wallace. Também foram encontrados com o bando uma espingarda, uma submetralhadora, uma pistola e um revólver.


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