Centro Médico Ermírio de Moraes Um aulão de dança para pessoas hipertensas A programação incluiu café da manhã saudável, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e roda de diálogo com cardiologista, nutricionistas e especialistas em hipertensão.

Publicado em: 26/04/2019 15:24 Atualizado em: 26/04/2019 15:30


Público recebeu orientação nutricional e participou de roda de diálogo na unidade que é a referência da Prefeitura do Recife para o tratamento da hipertensão e diabetes. Credito: Richardon Martins/Sesau PCR
Público recebeu orientação nutricional e participou de roda de diálogo na unidade que é a referência da Prefeitura do Recife para o tratamento da hipertensão e diabetes. Credito: Richardon Martins/Sesau PCR

Pacientes hipertensos que são acompanhados no Centro Médico Ermírio de Moraes (CMEM), em Casa Forte, participaram, nesta sexta-feira, de um aulão de dança da Academia da Cidade e diversas outras atividades especiais promovidas pela Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife para lembrar o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial. A programação incluiu café da manhã saudável, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e roda de diálogo com cardiologista, nutricionistas e outros profissionais especializados nos cuidados com hipertensos, para estimular a mudança de estilo de vida dos pacientes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, a pressão alta atinge, em média, 30% da população brasileira, chegando a mais de 50% na terceira idade. Ela é responsável por 40% dos infartos no Brasil e por 80% dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs). Esse foi o caso da dona de casa Vera Martins, 59 anos, que só descobriu que era hipertensa depois de infartar, há dez anos.

“Depois que fiz cateterismo e angioplastia, mudei muito meus hábitos. Hoje tento comer coisas mais saudáveis, evito sal e também caminho todo dia no Ibura. Tomo remédio pra pressão, coração, colesterol e diabetes, mas estou me cuidando pra não precisar tomar insulina”, contou Vera, que é acompanhada no Ermírio de Moraes há cinco anos, a partir do encaminhamento da Upinha UR4/UR5.

De acordo com o diretor do Centro Médico Ermírio de Moraes, Sílvio Paffer, o caso de dona Vera é muito comum porque, normalmente, a hipertensão vem com outras doenças associadas, como diabetes e colesterol alto. “A hipertensão é a doença mais comum que existe, mas 50% dos hipertensos não apresentam sintomas e por isso nem imaginam que tem a doença. Os principais fatores de risco são idade, genética e sedentarismo, além do consumo abusivo de sal, álcool e cigarro”, explicou doutor Sílvio, que é cardiologista.

Segundo o médico, a pessoa deve tentar tratar a hipertensão, primeiramente, nas unidades de saúde da família. “Os casos que os profissionais da atenção básica não conseguem controlar é que são encaminhados para o Centro Ermírio de Moraes, que é a unidade de referência da Prefeitura do Recife para o tratamento da hipertensão, diabetes e oftalmologia”.

O CMEM possui equipe multidisciplinar composta por médicos cardiologistas, nefrologista, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, farmacêuticos, fisioterapeutas e educadores físicos. No Ermírio de Morais, é fornecida medicação gratuita e são feitos exames laboratoriais e cardiológicos (teste ergométrico, ecodopplercardiograma, eletrocardiograma e holter 24h).


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