Segurança Modelo de redução de infecções da UTI adulto do HC será expandido para a UTI Neonatal

Publicado em: 17/04/2019 21:54 Atualizado em:

O Setor de Gestão da Qualidade e Vigilância em Saúde (SGQVS) do Hospital das Clínicas da UFPE vai expandir o modelo de redução de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (Iras) para a UTI Neonatal. A Colaborativa Proadi-SUS “Melhorando a segurança do paciente em larga escala no Brasil” aliada ao empenho da equipe de assistência tem produzido grandes resultados na UTI adulto do HC, que é unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

A Colaborativa é uma iniciativa nacional que visa à redução em 30% das ocorrências de infecções em UTIs em 18 meses e 50% das infecções em demais setores hospitalares em 36 meses, sendo o HC um dos 119 hospitais públicos brasileiros a participar do projeto, do qual é integrante desde dezembro de 2017. A chefe do SGQVS, Claudia Vidal, explica que os resultados positivos de reduções de Iras na UTI adulto do HC oportunizaram essa expansão.

De acordo com dados do Setor, a UTI adulto do HC está há 12 meses sem Infecção do Trato Urinário associada à sonda vesical de demora, seis meses sem Infecção da Corrente Sanguínea associada ao cateter vascular central, e há dois meses sem ocorrência de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica, dados extremamente positivos e que demonstram a eficácia do atual modelo de combate às infecções adotado após a participação do hospital na Colaborativa e a oportunidade de replicar esse modelo em outros setores.

A médica diarista da UTI Neonatal Luciana Romaguera destaca que o pacote de medidas de redução de infecções proposto pelo SGQVS já está sendo estudado para a devida aplicação na unidade, recebendo sugestões da equipe transdisciplinar que compõe a UTI no intuito de viabilizar adaptações que atendam melhor às necessidades da área. “É um processo em que toda a equipe participa, já que o ideal é que todos os funcionários assistenciais da UTI Neonatal se familiarizem com as medidas, o que garante uma aplicação mais correta”, explica.

Em um primeiro momento, serão implantadas medidas voltadas para infecções relacionadas ao cateter venoso de acesso central, a serem aplicadas já no início de maio e com meta de redução de 30% em 18 meses.


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