LIXO Rede coletora de esgoto da RMR recebeu 124 toneladas de lixo em 2018

Publicado em: 15/04/2019 19:06 Atualizado em: 15/04/2019 19:13

Houve um aumento de 17% de resíduos sólidos recolhidos em relação a 2017. Foto: Aluísio Moreira/Compesa
Houve um aumento de 17% de resíduos sólidos recolhidos em relação a 2017. Foto: Aluísio Moreira/Compesa

O descarte de materiais inapropriados nas redes coletoras de esgoto: um dos maiores desafios para a operação dos sistemas de esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife. Em 2018, por exemplo, o volume de lixo transportado pelas tubulações até as estações elevatórias (bombeamento) e de tratamento da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), alcançou a marca de 124 toneladas. Um aumento de 17% maior em relação a 2017, quando foram coletadas 106 toneladas de resíduos sólidos nos gradeamentos das unidades.

O problema é que as tubulações da rede de esgoto são projetadas para receber 99% de dejetos líquidos e apenas 1% de sólidos provenientes da água utilizada no banho, lavagens de louça e roupa. Dentro de um imóvel, estão conectados à rede de esgoto apenas o vaso sanitário, as pias e lavatórios da cozinha e banheiro, além dos ralos, como o do chuveiro. E, apesar do fato de que as redes coletoras deveriam receber a água resultante apenas das atividades realizadas nesses locais, a população faz o descarte inadequado de lixo diretamente no sistema de esgotamento sanitário.

Diaramente, os operadores coletam nos gradeamentos lixo como preservativos, absorventes, fraldas, embalagens, pedaços de brinquedo, sacolas plásticas. "Este lixo levado pelas tubulações fica retido nos gradeamentos, que impede que os resíduos entrem nas unidades operacionais. Depois, o lixo é recolhido e destinado para o aterro. Antes mesmo da chegada do lixo às estações, no entanto, ao longo do percurso, todo esse material pode obstruir a rede de esgoto e até mesmo rompê-la provocando os desagradáveis extravasamentos de esgoto nas ruas", explica Noélia Lopes, gerente de Monitoramento de Operação da Compesa. Ela relembra, ainda, que se não houvesse esse despejo irregular, as ações seriam concentradas para a manutenção preventiva e limpeza dos coletores, para 
evitar a ocorrência de obstruções na rede.

Um dado alarmante: os grandes causadores dos entupimentos das tubulações, tantos nos imóveis como nas ruas, são as sobras de óleo e fios de cabelo. O acúmulo desses dejetos cria uma espécie de barreira sólida, que impede o fluxo natural do esgoto. 


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