Luto Morre Júlio Crucho, proprietário do tradicional restaurante Dom Pedro

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 23/03/2019 15:04 Atualizado em: 23/03/2019 15:12

Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press
Foto: Juliana Leitao/DP/D.A Press

Faleceu na madrugada deste sábado (23) o empresário Júlio Crucho Cunha, proprietário do Restaurante Dom Pedro, localizado no número 376 da Rua do Imperador, Centro do Recife. O gestor, de nacionalidade portuguesa, tinha 84 anos e também era diretor presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Pernambuco (SHRBS-PE). A causa da morte ainda não foi confirmada.

O velório foi realizado neste sábado, a partir das 13h. Já o sepultamento está marcado para às 16h, no Cemitério dos Ingleses, localizado em Santo Amaro.

Em vida, Júlio Crucho Cunha esteve ligado ao setor de bares e restaurantes há décadas. O Dom Pedro, por exemplo, funciona desde os anos 1967 e segue sendo frequentado por jornalistas e personalidades da sociedade pernambucana.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) publicou uma nota de pesar em suas redes sociais ainda neste sábado. " Sempre lutou pelo nosso setor. Incansavelmente. Em nome da Abrasel, deixo aqui nossa solidariedade à família e a todos os amigos que tiveram o prazer de conviver com Seu Júlio", diz o texto assinado por André Araujo, presidente da instituição.

A Associação da Imprensa de Pernambuco também prestou condolências em publicação. "Sua partida representa uma perda para todos nós da Imprensa e amantes da culinária portuguesa. Seu Júlio era um apaixonado pelo Recife, e aqui construiu sua vida, mantendo seu tradicional restaurante enquanto o Poder Público Municipal e outros abandonam o Centro do Recife", diz a nota de pesar.

Trajetória
Nascido em Penamacor, um vilarejo próximo a Castelo Branco, no Norte de Portugal, Júlio tinha 22 anos quando começou fazendo bicos no Leite, o mais antigo restaurante em atividade no Brasil. Em 1967, abriu as portas do Restaurante Dom Pedro.

Nas décadas de 1960 e 1970, o bairro de Santo Antônio era nobre. Além de bares e restaurantes, a proliferação de hotéis ajudava a movimentar a região. Também as redações dos jornais ficavam naquele entorno, o que contribuía para a característica boêmio. Jornalistas, políticos e advogados se acostumaram se encontrar em uma das 12 mesas do Dom Pedro. O escritor Mauro Mota, por exemplo, tinha cadeira cativa.


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