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URBANISMO Justiça definirá destino dos imóveis modernistas Uma audiência de conciliação entre o município e o proprietário está marcada para o mês de março

Publicado em: 01/02/2018 14:16 Atualizado em: 01/02/2018 14:40

Prefeitura autorizou a instalação de tapumes em imóveis em situação de abandono. Foto: Shilton Araújo/Esp. DP (Prefeitura autorizou a instalação de tapumes em imóveis em situação de abandono. Foto: Shilton Araújo/Esp. DP)
Prefeitura autorizou a instalação de tapumes em imóveis em situação de abandono. Foto: Shilton Araújo/Esp. DP


Uma audiência de conciliação no mês de março pode por fim à polêmica sobre as duas casas em estilo modernista na Avenida Rosa e Silva, Zona Norte do Recife. Elas fazem parte dos Imóveis Especiais de Proteção (IEPs) desde 2015, em bom estado de conservação na época. As intervenções pretendidas pelo dono dos imóveis provocaram indignação em grupos de defesa do patrimônio. O município chegou a embargar as obras e o caso foi judicializado em setembro de 2016 com duas ações, uma delas notificou o Ministério Público de Pernambuco para avaliação de possível ação criminal contra o proprietário.

As casas encontram-se emsituação de abandono. Além do lixo acumulado já foram retirados do local janelas, portas e parte da cobertura. Ontem, o Departamento de Proteção e Patrimônio Cultural (DPPC) do Recife autorizou a instalação de tapumes no entorno dos imóveis e a recuperação do telhado.  A solicitação foi para atender um pedido da defesa do proprietário Leonardo Teti, que denuncia os constantes roubos nos imóveis, desde telhas, portas e janelas.

“Conseguimos recuperar parte das portas e janelas que estavam em um antiquário de Olinda, normalmente vendidos a colecionadores. Vamos tapumar para evitar novos roubos”, afirmou o advogado Jean Rocha.  De acordo com o advogado, o projeto de recuperação dos imóveis inclui a implantação de um centro administrativo da Extrafarma e um estacionamento.

PROTESTO
O grupo Direitos Urbanos pretende fazer um ocupe nos imóveis no próximo sábado. A ideia é fazer o convite aos manifestantes da causa pelas redes sociais. “Eles deixaram as casas em situação de abandono e agora estão falando em roubo. Eles já poderiam ter tomado as medidas necessárias para evitar o saqueamento”, alertou Nadja Granja, arquiteta do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE).

A edificação em estilo arquitetônico colonial conserva nas fachadas elementos construtivos característicos da arquitetura moderna  da primeira metade do século 19. O Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) negou, no entanto, a inclusão do prédio onde, desde 1969 funciona a Padaria Capela, ao lado das duas casas.


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