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Dia D Terminal Integrado Xambá recebe ação contra intolerância religiosa A intolerância religiosa e o racismo são considerados crimes e, portanto, são passíveis de punição

Publicado em: 21/01/2018 16:22 Atualizado em: 21/01/2018 16:57

No dia 21 de janeiro de 2000, a Iyalorixá Mãe Gilda, do terreiro Axé Abassá de Ogum (BA), faleceu vítima de um infarto após ser acusada de charlatanismo por representantes de uma igreja evangélica local. Ela teve sua casa atacada e foi agredida por outros evangélicos da comunidade e não resistiu. Em sua homenagem, o dia é considerado, desde 2007, como o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (Lei nº 11.635). Desde então, a data é comemorada em Pernambuco através de representantes do Fórum Diálogos, que mais uma vez se reuniram no Terminal de Integração do Xambá, em Olinda.

O evento, que ocorreu na manhã deste domingo (21), contou com coral infantil, plantio de árvores e um arrastão cultural que circulou pelo bairro até o TI Xambá. O encontro, que parte de uma solicitação da própria comunidade, tem como objetivo debater o preconceito. "Hoje tivemos representantes de várias religiões. O local é importante que o terreiro de Xambá é um dos maiores do estado e muitos praticantes de religiões afrobrasileiras têm sofrido ataques na comunidade do entorno do Xambá. Infelizmente o que estamos observando é que a intolerância não está diminuindo no Brasil. Ao contrário, sentimos que a violência e o preconceito contra a diversidade está apenas aumentando, por isso ações como essa são essenciais", afirma Alexandre L'Omi, sacerdote de Jurema e um dos organizadores.

A intolerância religiosa e o racismo são considerados crimes e, portanto, são passíveis de punição. Os cidadãos podem denunciar os crimes à ouvidoria da Seppir, que serão posteriormente encaminhadas ao Ministério Público e demais autoridades. A Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial pode ser acionada pelo e-mail ouvidoria@seppir.gov.br e telefone (61) 2025-7000. Além da Ouvidoria da Seppir, é possível encaminhar denúncias ao Disque 100, o Disque Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SDH), vinculada ao Ministério da Justiça e Cidadania. As ligações podem ser realizadas de qualquer lugar do Brasil, a partir de telefone fixo ou celular, 24h por dia, sete dias por semana.

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