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Políticas ambientais O desafio de se criar novos hábitos A diminuição de quase 25% nas emissões, planejada para até 2040, depende que as medidas de valorização do transporte não motorizado sejam implementadas

Publicado em: 21/05/2017 14:04 Atualizado em: 21/05/2017 14:29

Foto: Peu Ricardo/DP
Foto: Peu Ricardo/DP

O inventário que mede a quantidade de gases que provocam o efeito estufa é feito a cada dois anos no Recife. Em 2015, a cidade emitiu 2,9 milhões de toneladas de CO2, uma redução de 273,7 mil toneladas em relação a 2014. A redução ainda é tímida, mas já revela avanços nas políticas públicas e a bicicleta está entre elas.

A diminuição de quase 25% nas emissões, planejada para até 2040, depende que as medidas de valorização do transporte não motorizado sejam implementadas. O Recife tem hoje uma frota circulante de mais de um milhão de veículos e a bicicleta ainda tem que pedir licença para passar. Um exemplo que ainda está na contramão das políticas de energia limpa pode ser visto na Rua da Guia, no Bairro do Recife. Com estacionamentos nos dois sentidos há apenas um bicicletário, que ocupa o espaço de um carro e permite estacionar até 12 bicicletas. A ausência de bicicletários, aliás, é uma das críticas dos cicloativistas. “A gente acredita que a nova agenda urbana é um caminho sem volta. A poluição atmosférica provoca um dos maiores custos para a saúde pública no mundo”, ressaltou Caio Scheidegger.

O plano de redução de emissão de gases tem no transporte o seu principal alvo, mas não apenas ele. Também são levados em conta os resíduos sólidos e a energia consumida nas residências, no comércio e na indústria. “Essa poluição aumenta principalmente na seca, quando fica escassa a energia hidrelétrica, que é limpa, e são usadas energias nucleares ou termoelétricas”, explicou Leta Vieira, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife.

O aproveitamento da energia elétrica é outra ideia. Para quem não quer abrir mão do conforto do carro, mas busca uma energia limpa, uma saída poderá o compartilhamento do carro elétrico. No Recife, o modelo funciona desde 2014 com o Porto Leve. São três carros e cinco estações. A empresa pernambucana Serttel anunciou em abril deste ano a intenção de fabricar carros no estado e está em busca de parceiros.

Na Noruega, onde 95% da matriz energética vêm das hidrelétricas, os elétricos são uma saída para reduzir as emissões de carbono. Segundo a Associação Norueguesa de Veículos Elétricos, da frota do país, estimada em 2,6 milhões automóveis, 62,5 mil são dessee tipo, o que equivale a 2,4% do total. Parece pouco, mas é quase o dobro da fatia de 2013.

Outra opção para redução da emissão dos gases, segundo a especialista em Baixo Carbono Leta Vieira, veio com a mudança nas regras do diesel a partir de 2012. O combustível continha até 500 partes de enxofre por milhão e passou a ter 10 partes. “A gasolina brasileira polui menos por causa do etanol. E se puder só usar etanol é ainda melhor. Eu mesma só uso etanol no meu carro.”

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