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Tratamento Polícia Federal alerta para regras do uso de canabidiol

Publicado em: 25/01/2015 12:15 Atualizado em: 28/01/2015 18:27

A Polícia Federal está alertando a população sobre o uso terapêutico do canabidiol, uma das substâncias extraídas da maconha. De acordo com a PF, a importação do medicamento será facilitada pela resolução da Anvisa que deverá ser publicada de 30 a 40 dias (ainda não há data para o CBD estar nas farmárcias, diferente do que havia informado o Diario anteriormente). O remédio só poderá ser vendido através de retenção da receita, por ser controlado. O cultivo mesmo que para fins terapêuticos da maconha continua expressamente proibido no país.

Quem for pego comercializando ou adquirindo as substâncias sem a receita médica estará passivo de prisão em flagrante por tráfico de drogas. As penas variam de 5 a 15 anos de reclusão.

O canabidiol foi retirado da lista de substâncias proibidas no Brasil e passou a ser controlado. A matéria prima para elaboração dos medicamentos deverá ser, por enquanto importada. A Anvisa ainda expedirá normas para que laboratórios possam fabricar os remédios.

Silvia Cavalcanti, mãe de Maycon Cavalcanti Alcântara, aguarda a chegada do medicamento para tratar a criança (Guilherme Verissimo/Esp DP/DA Press.)
Silvia Cavalcanti, mãe de Maycon Cavalcanti Alcântara, aguarda a chegada do medicamento para tratar a criança
O canabidiol é uma das mais de 480 substâncias presentes na maconha e que não possui o efeito alucionógeno. A liberação do seu uso para fins terapêuticos começou a ser discutida pela Anvisa ano passado, após a primeira ordem judicial para que a importação do produto fosse autorizada. Familiares de crianças com crises graves de epilepsia foram à Justiça para importar o medicamento que em seus depoimentos haviam apresentados resultados extremamente satisfatórios.

Entre os 17 países que já aprovaram a substância da maconha para fins medicinais estão: Canadá, EUA, Inglaterra, Holanda, Espanha, Itália, Israel, Uruguai, Chile, Bélgica, Finlândia, França, Dinamarca, Romênia e Suíça. O canabidiol tem sido vendido como um óleo em spray em pequenas bisnagas.

Espera -
Maycon Cavalcanti Alcântara, 4 anos, é o primeiro pernambucano a receber autorização da Justiça para utilizar o canabidiol. Com epilepsia refratária gerada pela falta de oxigenação no cérebro no momento do parto, o menino, que também não anda e nem fala, chega a ter de seis a sete crises convulsivas todos os dias. São cerca de duzentas por mês, em média. A família do garoto aguarda a chegada do medicamento que deverá ser fornecido gratuitamente pelo estado.



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