vazamento Paulo Câmara pede esclarecimento após denúncias contra Moro e Dallagnol

Por: Bettina Novaes Ferraz

Publicado em: 10/06/2019 16:05 Atualizado em: 10/06/2019 16:17

Após pedir por agilidade nos esclarecimentos, Câmara afirmou que "apenas assim é possível se fazer Justiça" - Foto: Thalyta Tavres/Esp.DP
Após pedir por agilidade nos esclarecimentos, Câmara afirmou que "apenas assim é possível se fazer Justiça" - Foto: Thalyta Tavres/Esp.DP
O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), se manifestou, em sua conta no Twitter, sobre as denúncias envolvendo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato. 

"As denúncias publicadas, ontem, pelo site The Intercept são graves e precisam ser esclarecidas com agilidade. O combate à corrupção sempre contará com o nosso irrestrito apoio, esperando do Poder Judiciário a mais completa imparcialidade", escreveu o governador em sua conta oficial no microblog.

Paulo Câmara, que disputou as últimas eleições ao governo do estado em coligação com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT), completou a crítica, respondendo ao seu primeiro tuíte: "apenas assim é possível se fazer Justiça, com a isenção e o equilíbrio inerentes a uma verdadeira democracia". O PSB, legenda de Câmara, também apoiou a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT) à presidência da República. 



Denúncias
Na noite do último domingo (9), uma série de reportagens, divulgadas pelo site The Intercept Brasil, mostram chats privados entre Dallagnol e Moro, então juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba e responsável pelos julgamentos da Lava-Jato. Nas conversas através do aplicativo de mensagens Telegram, os dois trocavam colaborações enquanto integravam a força-tarefa da operação. 

Em uma das quatro reportagens publicadas pelo site de jornalismo investigativo, os jornalistas Glenn Greenwald e Victor Pougy, expõem conversas, no grupo da força-tarefa da Lava-Jato no Telegram, em que em que procuradores que integravam a operação se mostram desconfortáveis com a possibilidade do ex-presidente Lula, condenado pelo então juiz Sério Moro a 12 anos de prisão, conceder uma entrevista à jornalista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo. 

Num dos trechos divulgados pelos jornalistas, a procuradora Laura Tessler exclama: “Que piada!!! Revoltante!!! Lá vai o cara fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo. E depois de Mônica Bergamo, pela isonomia, devem vir tantos outros jornalistas… e a gente aqui fica só fazendo papel de palhaço com um Supremo desse… ”.

Ainda de acordo com o conteúdo divulgado pelo Intercept, Tessler completa: “sei lá… mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”.



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