posicionamento Mourão não vê 'nada demais' em conversas entre Moro e procuradores

Por: Agência Brasil

Publicado em: 10/06/2019 13:17 Atualizado em: 10/06/2019 14:08

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira (10) que não vê “nada demais” nas conversas atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, quando atuava como juiz federal, e a membros da força-tarefa da Operação Lava Jato, divulgadas neste domingo (9), pelo site de notícias The Intercept Brasil. Para o Mourão, os processos da Lava Jato não devem ser questionados.

De acordo com Mourão, as conversas foram divulgadas fora do seu contexto original. “Conversa privada é conversa privada e descontextualizada ela traz qualquer número de ilações. O ministro Moro é um cara da mais ilibada confiança do presidente [Jair Bolsonaro] e é uma pessoa que, dentro do país, tem o respeito de enorme parte da população, visto as pesquisas de opinião que dão a popularidade dele”, disse.

O vice-presidente destacou ainda que várias instâncias da Justiça analisaram os processos da Lava Jato. Moro atuou como juiz da operação em Curitiba, quando trabalhou na 13ª Vara Federal de Curitiba. "E em relação aos processos ocorridos na Lava Jato todos esses passaram por primeira, segunda, e outros já chegaram na terceira instância. Não vejo nada de mais nisso aí", disse Mourão. "Toda vez que pega conversa privada, eu pinço aqui, acolá, está fora do contexto", disse.

Intercept
 
Segundo a equipe do Intercept, as mensagens trocadas por meio de um aplicativo de conversas por celular foram entregues por uma fonte que pediu sigilo e apontam para uma “colaboração proibida” entre o então juiz federal responsável por julgar a Lava Jato, em Curitiba, e os procuradores, a quem cabe acusar os suspeitos de integrar o esquema de corrupção.

Em texto que acompanha a publicação das três reportagens divulgadas ontem, o Intercept Brasil sustenta que o teor das mensagens indica “comportamentos antiéticos e transgressões que o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer.” Segundo o site, são “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato.”


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