governo bolsonaro Bolsonaro sobre Maia: 'Irmão' e 'Aliado em vários projetos'

Por: Jorge Vasconcelos - Especial para o Correio Braziliense

Publicado em: 06/06/2019 07:12 Atualizado em:

Bolsonaro disse também que as mudanças nas aposentadorias vão garantir os salários dos servidores. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Bolsonaro disse também que as mudanças nas aposentadorias vão garantir os salários dos servidores. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro, em novo aceno ao Congresso, afirmou nesta quarta-feira (5/6) que a classe política agora “se voltou realmente para o interesse popular” e que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, é “aliado em vários projetos” e um “irmão”. O presidente deu a declaração ao defender a reforma da Previdência, na cidade de Aragarças (GO), durante cerimônia de inauguração de um programa de revitalização do Rio Araguaia. Na ocasião, ele disse também que a reforma interessa a todo o Brasil, “até para o servidor”.

“Nós, juntos, temos como mudar o destino do Brasil. Este nós é o povo, em primeiro lugar, depois essa classe política que agora tomou a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. Com espírito diferente, se voltando realmente para o interesse popular”, declarou. “Rodrigo Maia é meu irmão. Está um pouquinho mais forte, mas é meu irmão”.

Bolsonaro disse também que as mudanças nas aposentadorias vão garantir os salários dos servidores. “Se não reformar, vai faltar dinheiro para pagar o servidor lá na frente. De maneira que nós precisamos mostrar para o mundo lá fora e para os investidores aqui de dentro que nós estamos fazendo o dever de casa. O Brasil não pode continuar gastando mais do que arrecada”, afirmou o presidente.

“Acreditamos nós que, com a reforma aprovada basicamente como foi apresentada, investimentos virão e nós podemos decolar na economia”, estimou.
Também presentes ao evento em Aragarças, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), defenderam a permanência de estados e municípios no projeto do governo sobre a reforma da Previdência.

A ofensiva de governadores e prefeitos para serem mantidos na proposta é grande, enquanto os municípios ameaçam recorrer à Justiça caso fiquem de fora.

Frente à ameaça de exclusão de servidores estaduais e municipais da reforma da Previdência, prefeitos se articulam para manter ao menos os municípios na proposta, mesmo que os estados sejam retirados, e ameaçam acionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nós temos que fazer as reformas, sim. E elas têm que ser inclusivas aos estados e municípios dando espaço à educação, saúde e oportunidade de emprego”, disse Caiado.

Calamidade
“Gente, pelo amor de Deus, não deixem os estados e municípios fora dessa reforma”, pediu o governador Mauro Mendes, que, logo depois de assumir o cargo, em janeiro, declarou estado de calamidade pública em Mato Grosso. “Senão, daqui a uns anos, nós trabalharemos apenas e exclusivamente para pagar nossos aposentados”, afirmou. “Não sobra dinheiro para cuidar da saúde, das estradas, das escolas.”

No sábado passado, o relator da reforma na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse que avaliava retirar estados e municípios do projeto de mudanças nas aposentadorias. Na segunda-feira, porém, voltou a defender mantê-los no relatório final, o qual ele disse que pretende apresentar até a segunda-feira.


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