Planejamento Araújo assume presidência do PSDB e promete tirar partido de cima do muro

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 31/05/2019 21:20 Atualizado em:

Foto: PSDB/Divulgação (Foto: PSDB/Divulgação)
Foto: PSDB/Divulgação
O PSDB confirmou, durante convenção nacional, nesta sexta-feira (31), em Brasília, Bruno Araújo (PE) como presidente nacional da legenda. Ao assumir o cargo, o ex-deputado federal se comprometeu a mudar a imagem de partido sempre "em cima do muro". "Nós vamos nos afastar das hesitações. Vamos nos transformar em um partido de decisões. Vamos derrubar o muro", discursou, pedindo coragem aos correligionários. "Não há chance de acertar sem coragem."

Para Araújo, a melhor forma de demonstrar a queda do muro será adotando uma postura clara sobre a reforma da Previdência. A posição tucana sobre o tema, disse, será definida nas próximas semanas. "O PSDB, enquanto partido, vai decidir em sua executiva, não vai sinalizar o que pensa, não vai formalizar uma moção, vai decidir sim ou não, de forma democrática, o fechamento de questão pela Reforma da Previdência", prometeu.

Ao referir-se ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presente no encontro, Araújo revelou sua tendência pró-reforma, referindo-se ao democrata como "o brasileiro maior fiador das reformas necessárias". Maia, por sua vez, aproveitou para cortejar os tucanos, demonstrando o desejo de ver as duas legendas "fortes, em um projeto único de geração de emprego e renda" e de reconstrução do país daqui a três anos.

João Doria

A eleição do pernambucano amplia o controle sobre a sigla do governador de São Paulo, João Doria, que estava de mãos dadas a Araújo na hora da confirmação. "As raízes devem ser mantidas e preservadas, não precisamos apagar nossa história, mas precisamos também construir a nossa história. É isso que o povo brasileiro espera do PSDB, que tenha raízes, respeita a sua história, mas que seja protagonista da história", discursou o paulista, que vestia camiseta com os dizeres "Novo PSDB".

Dois nomes de peso dos tucanos não compareceram: Aécio Neves (MG) e Fernando Henrique Cardoso (SP). O ex-presidente da República, no entanto, gravou um vídeo, exibido no encontro. "Ele tem 88 anos, não precisa justificar a presença", comentou o senador Tasso Jereissati (CE).

Deixando a presidência, Geraldo Alckimin (SP), disse se sentir com a "missão cumprida" e atacou tanto o atual governo quanto as administrações petistas. "Esses oportunistas políticos por 30 anos numa deslealdade vêm atacar a vida dos homens públicos jogando a sociedade contra suas instituições. Não temos duas verdades, a extrema direita e a extrema esquerda. Temos duas grandes mentiras, o petismo e o bolsonarismo", discursou. "Onde está a agenda deste governo?", cobrou.



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