fundaj Antônio Campos é o novo presidente da Fundação Joaquim Nabuco

Por: José Matheus Santos

Publicado em: 29/05/2019 09:23 Atualizado em: 29/05/2019 17:22

Foto: Ricardo Fernandes/DP
Foto: Ricardo Fernandes/DP

O advogado Antônio Campos, irmão do ex-governador Eduardo Campos, foi nomeado para a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). A nomeação, esperada nos bastidores da política desde o início da semana, foi confirmada na edição desta quarta-feira (29) do Diário Oficial da União (DOU). 

Com a chancela do presidente Jair Bolsonaro, responsável pela indicação dos cargos de segundo e terceiro escalões do Governo Federal, “Tonca”, como é conhecido, sucede o também pernambucano Alfredo Bertini, que foi alçado à liderança da Fundaj em janeiro, ficando quase cinco meses na presidência. 

Trajetória

Antônio Campos é filho do advogado e ficcionista Maximiano Campos (1941-1998) e da atual ministra e vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes. O jurista é irmão do ex-governador Eduardo Campos, falecido em acidente aéreo durante a campanha para a presidência em 2014. 

Antônio é advogado, empresário, escritor, poeta e já foi presidente do Diretório do Partido Socialista Brasileiro de Olinda. Pelas hostes socialistas, foi candidato a prefeito de Olinda em 2016, mas saiu derrotado no segundo turno para o atual prefeito, Professor Lupércio. Deixou o PSB em fevereiro de 2017, após quase 13 anos integrando o quadro de filiados da legenda. Em 2018, não teve êxito na disputa de deputado federal pelo Podemos, obtendo 3.658 votos. 

Sócio da Campos Advogados, Antônio é especialista em Direito Empresarial, Eleitoral, Público e, como o próprio já definiu, “incentivador da arte literária e da cultura”, o que contribuiu para se tornar presidente do Instituto Maximiano Campos (IMC), que tem como um dos objetivos preservar a memória e a obra do seu pai. Também é um dos criadores da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) e faz parte da Academia de Artes e Letras de Pernambuco e da Academia Pernambucana de Letras. Antônio ainda foi conselheiro titular da 1ª Câmara do 2º Conselho de Contribuintes da Receita Federal, autor de artigos jurídicos e literários publicados em periódicos, revistas e jornais e detentor da comenda “Dom Quixote” da Revista Cidadania e Justiça. 

Fundaj

Sediada no Recife, a Fundação Joaquim Nabuco é vinculada ao Ministério da Educação e foi fundada em 1949. O objetivo é desenvolver projetos que explorem a interdependência entre educação e cultura, integrando suas múltiplas competências e articulando-se em redes de conhecimento. 

Na alçada da Fundaj, estão equipamentos conhecidos do público de Pernambuco, como o Museu do Homem do Nordeste, Galeria Massangana, Memorial Joaquim Nabuco, a Biblioteca Nilo Pereira e o Centro Cultural Engenho Massangana no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. 


Em entrevista ao Diario, Antônio Campos falou sobre as diretrizes, protagonismo da Fundaj e posicionamento sobre o atual governo federal. Confira:

1 - Quais serão as diretrizes iniciais de trabalho na fundaj a partir da sua posse?
Entre os eixos principais: 1) trabalho articulado com o MEC e o FNDE na avaliação de programas educacionais e consultoria e formação para aplicação dos recursos do FNDE; 2) trabalhar para o desenvolvimento regional, contribuir com Plano de Desenvolvimento do Nordeste, em parceria com a Sudene e outros órgãos da região; 3) fortalecimento do papel da Fundaj como instituição de pesquisa e cultura e na formação técnica e em mestrado de profissionais; 4) diálogo interno com os servidores da casa para construção de uma obra e gestão coletiva. 

2 - O que precisa melhorar na Fundaj e qual a avaliação da gestão de Bertini?
A Fundaj precisa implementar as diretrizes de sua missão e voltar a ter um protagonismo na Região Nordeste. Quanto a gestão de Bertini, tenho pelo mesmo respeito e não farei essa avaliação, sendo comum na gestão pública a alternância nas funções. 

3 - Qual o posicionamento do senhor em relação ao presidente Bolsonaro?
Precisamos ajudar o Governo Bolsonaro a dar certo. O Brasil não pode perder mais tempo.  Precisamos construir um pacto pelo Brasil, por meio de uma agenda mínima nacional.






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