justiça Planilha cita dinheiro da Odebrecht a pessoas ligadas a vereadores de SP

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 03/05/2019 17:36 Atualizado em:

Foto: Divulgação
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Uma planilha de pagamentos ilegais da Odebrecht menciona duas pessoas ligadas a ex-presidentes da Câmara Municipal de São Paulo. Fabiano Rosas Alonso, genro de Antonio Carlos Rodrigues, é apontado como recebedor de R$ 1 milhão. Já Fabio Ferreira de Araújo, chefe de gabinete do vereador José Police Neto (PSD), teria recebido R$ 100 mil. As informações foram reveladas nesta sexta-feira (3) pelo jornal O Estado de S. Paulo. 
 
Ambos os nomes apareceram na planilha da transportadora usada pela Odebrecht para fazer o pagamento das propinas, a Transnacional. De acordo com o arquivo da transportadoria, Alonso teria recebido dois pagamentos de R$ 500 mil e Araújo, um de R$ 100 mil. A planilha não cita nem Rodrigues nem Police Neto. No caso de Alonso, a entrega foi num endereço da rua Deputado Laercio Corte, no Panamby. Já a entrega relacionada a Araújo cita endereço na avenida Paulista. 
 
O vereador Police Neto afirmou que nunca recebeu recursos da empreiteira e nem foi citado por nenhum dos 77 delatores. "Fábio Ferreira tampouco recebeu ou solicitou qualquer valor à empreiteira. Todas as doações para a minha campanha eleitoral em 2014 foram devidamente declaradas ao TRE-SP, que aprovou as contas", afirmou.
As senhas usadas nos supostos pagamentos ao genro de Rodrigues, Alonso, estão ligadas ao codinome Projeto, que, segundo a Odebrecht, se refere ao ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), que é secretario da Casa Civil licenciado do governo de João Doria (PSDB), segundo reportagem do Estado de S. Paulo.

Tanto Police Neto quanto Rodrigues foram presidentes da Câmara durante a gestão de Kassab,
entre 2006 e 2012. A reportagem procurou Fabiano Alonso, mas ele não respondeu. A reportagem não localizou Rodrigues. A Odebrecht afirmou que "tem colaborado de forma eficaz com as autoridades em busca do pleno esclarecimento dos fatos narrados pela empresa e seus ex-executivos". "A Odebrecht já usa as mais recomendadas normas de conformidade em seus processos internos e segue comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente", afirmou a empresa.


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