política A queda dos últimos três presidentes do Brasil

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 21/03/2019 20:27 Atualizado em: 21/03/2019 20:33

Foto: Mauro Pimentel/AFP
Foto: Mauro Pimentel/AFP
O ex-presidente Michel Temer, detido nesta quinta-feira com base em uma investigação sobre corrupção, é o terceiro chefe de Estado a cair em desgraça nos últimos anos no Brasil.

Lula preso
Em 12 de julho de 2017, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) foi setenciado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá.

Em 24 de janeiro de 2018, um tribunal de segunda instância elevou a pena para doze anos e um mês de prisão, que Lula começou a cumprir em abril na sede da Polícia Federal em Curitiba.

No dia 4 de agosto, o Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou a candidatura de Lula à presidência, invalidada no mesmo mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 6 de fevereiro, Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro pelo processo envolvendo o sítio em Atibaia.

Lula, que se declara inocente e vítima de um complô, está envolvido ainda em meia dúzia de casos.

Impeachment de Dilma Rousseff
A herdeira política de Lula, Dilma Rousseff, se tornou a primeira mulher presidente do Brasil, em 2010, sendo reeleita em 2014. 

Acusada de maquiar as contas públicas, Dilma foi afastada do poder em 12 de maio de 2016, quando o Congresso iniciou um polêmico processo de impeachment, que ela chamou de "golpe de Estado institucional".

Em 31 de agosto, o Senado confirmou o impeachment, e o vice-presidente Michel Temer, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), concluiu o mandato, entregando o poder a Jair Bolsonaro em 1º de janeiro de 2019.

Dilma foi destituída mas não perdeu seus direitos políticos, em uma decisão singular do Senado, mas fracassou em sua tentativa de se eleger senadora por Minas Gerais nas eleições de 2018.

Prisão de Michel Temer
Em 17 de maio de 2017, o jornal O Globo revelou a existência da gravação de uma conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, que comprometeria o presidente.

No dia 26 de junho do mesmo ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou um pedido de denúncia contra Temer por corrupção passiva. 

Temer salvou seu mandato duas vezes, ao barrar os pedidos de Janot na Câmara em 2 de agosto e 25 de outubro.

No dia 14 setembro, a Procuradoria denunciou Temer por "obstrução da justiça e participação em organização criminosa".

Em maio de 2018, consciente de sua grande impopularidade, Temer desistiu de se candidatar à presidência.

Nesta quinta-feira, Temer foi detido em São Paulo em uma grande operação contra a corrupção como parte da "Lava Jato", iniciada há cinco anos, por suspeita de chefiar "uma organização criminosa" que negociava subornos em troca de contratos para obras na usina nuclear de Angra 3, no estado do Rio de Janeiro.


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