Confirmação May renuncia à liderança do Partido Conservador

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 07/06/2019 22:07 Atualizado em:

Foto: Justin Tallis/AFP (Foto: Justin Tallis/AFP)
Foto: Justin Tallis/AFP
A primeira-ministra britânica, Theresa May, confirmou nesta sexta-feira (7) sua renúncia da liderança do Partido Conservador, o primeiro passo para ela deixar o comando do governo.

Há dois anos e 330 dias no cargo, May teve seu governo marcado pela indefinição sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o brexit.

No fim, a incapacidade de obter o aval do Parlamento britânico ao acordo de divórcio que ela negociou durante dois anos com Bruxelas a obrigou a pedir dois adiamentos para o brexit - o segundo deles até 31 de outubro.

Essa demora minou seu apoio dentro do partido, em especial a ala eurocética, que acusa a premiê de ter feito concessões demais à UE.
 
Com o impasse instalado, ela anunciou em 24 de maio que renunciaria à liderança da legenda nesta sexta, após o fim da visita de Estado do presidente americano Donald Trump ao Reino Unido.

May continuará como como premiê até que os conservadores escolham um novo líder, que precisará ser aprovado pelo Parlamento para assumir a chefia de governo.

Como a coalizão entre conservadores e o partido norte-irlandês DUP tem maioria na Casa, a tendência é que isso ocorra com certa facilidade.

A disputa pelo comando do partido começa na próxima semana. Mais de dez parlamentares devem se candidatar.

Até o momento, o favorito para sucedê-la é o ex-prefeito de Londres Boris Johnson, que no plebiscito de 2016 foi um dos principais líderes a favor da saída do país da União Europeia.

O resultado a favor do brexit fez renunciar o então primeiro-ministro, David Cameron – favorável à permanência no bloco –, e May, então secretária do Interior (cargo equivalente a ministro), venceu a disputa para assumir o cargo.

A vitória foi recebida com alguma surpresa na ocasião porque May também tinha defendido a permanência do país durante a campanha do plebiscito.

Para tentar se fortalecer no cargo, May convocou eleições antecipadas em junho de 2017, mas a ideia deu errado.

O resultado da votação mostrou um crescimento da oposição, e o partido perdeu sua maioria no Parlamento – ela só permaneceu no cargo porque costurou um acordo com o norte-irlandês DUP.


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