ACIDENTE AÉREO Boeing admite defeitos nas asas do 737, incluindo em alguns MAX

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 03/06/2019 08:43 Atualizado em:

Foto: Ben Stansall/AFP
Foto: Ben Stansall/AFP
A Boeing anunciou no domingo que alguns dos seus aviões 737 de média distância, incluindo o 737 MAX 8, poderiam ter uma peça defeituosa na asa, mas destacou que não houve relatos de problemas de voo relacionados a este problema.

A gigante da aviação americana, abalada por uma crise sem precedentes depois de toda a sua frota de 737 MAX 8 ter sido paralisada em meados de março, afirmou que uma empresa terceirizada a informou sobre problemas com um mecanismo que permite o desdobramento do slat, um dispositivo móvel de  hipersustentação auxiliar na borda das asas.

O slat de uma aeronave é fundamental para a decolagem e pouso, uma vez que se destina a melhorar a resistência das asas e, portanto, a aerodinâmica da aeronave. 

A Boeing informou em comunicado que havia transmitido o número do lote defeituoso aos proprietários das aeronaves para que pudessem inspecionar as peças em questão.

Se as operadoras encontrarem peças defeituosas em suas aeronaves, deverão substituí-las antes de colocar a aeronave de volta em serviço, explicou a companhia.

"Este é um dispositivo considerado crítico porque se não se desdobram de forma simétrica pode haver um diferencial de elevação potencialmente perigoso, especialmente durante a decolagem e pouso", declarou um especialista em aviação à AFP sob condição de anonimato.

Os voos com 737 MAX foram suspensos depois que 346 pessoas morreram em dois acidentes fatais, o primeiro na Indonésia em outubro e o segundo na Etiópia em março.

A reputação da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos foi afetada por uma investigação em seu processo de supervisão que permitiram à Boeing certificar efetivamente algumas características do MAX.

A Boeing está trabalhando em uma solução de software que permitirá que o MAX 8 comece a voar novamente, mas surgiram diferenças entre os Estados Unidos e o Canadá sobre como treinar os pilotos para essas aeronaves.

Washington acredita que a capacitação em computadores ou tablets é suficiente para os pilotos experientes, mas Ottawa quer que os profissionais treinem em simuladores de voo.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.