Cúpula de Meca denuncia transferência de embaixada dos EUA para Jerusalém

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 01/06/2019 09:05 Atualizado em:

Foto: Ariel Schalit/AFP
Foto: Ariel Schalit/AFP
A cúpula da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) denunciou neste sábado a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém, antes da esperada apresentação do plano de paz de Washington para o Oriente Médio.

Em comunicado publicado ao final da cúpula na cidade santa de Meca, no oeste da Arábia Saudita, a OCI condenou "o traslado das embaixadas de Estados Unidos e Guatemala para Jerusalém" e exortou os 57 membros a "boicotar" os países que abriram representações diplomáticas naquela cidade. Israel anexou a parte Leste de Jerusalém, considerada pela comunidade internacional como um território ocupado.

Os palestinos defendem que Jerusalém Oriental seja a capital do seu futuro Estado. Esta postura sempre foi defendida pela OCI, organização fundada com o objetivo de defender os locais santos muçulmanos de Jerusalém após o incêndio criminoso na mesquita de Al Aqsa, em agosto de 1969. A OCI destacou em seu comunicado que "a paz e a estabilidade na região do Oriente Próximo apenas serão possíveis com a saída de Israel dos territórios ocupados em 1967".

Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente americano, Donald Trump, prepara um plano para solucionar o conflito entre israelenses e palestinos. O capítulo econômico de plano será revelado em uma conferência prevista para os dias 25 e 26 de junho, no Barein. Para a presidência dos EUA, esta conferência será uma "oportunidade para fomentar o apoio a possíveis investimentos e iniciativas econômicas que poderão ser possíveis mediante um acordo de paz".

Estes investimentos seriam financiados pelos países árabes do Golfo aliados aos Estados Unidos e opostos ao Irã, mas até o momento, apenas Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos anunciaram sua su participação na conferência. Os palestinos rejeitaram participar do encontro. 

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