diplomacia EUA: investigação sobre Rússia é 'assunto encerrado', diz líder no Senado

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 07/05/2019 16:00 Atualizado em:

Foto: YURI GRIPAS/AFP
Foto: YURI GRIPAS/AFP
O líder da maioria republicana no Senado americano, Mitch McConnell, disse nesta terça-feira (7) que a investigação sobre a suspeita de interferência russa nas eleições de 2016 e de conluio entre a equipe de Donald Trump e Moscou é um "assunto encerrado", apesar da "absurda" pressão democrata.

Os democratas "disseram para todo o mundo que houve um complô entre a Rússia e a equipe de campanha de Donald Trump (...) e, no entanto, nesse tema em especial, sobre este tema específico, as descobertas do procurador especial são claras", declarou um indignado Mitch McConnell no Senado.

A batalha entre a oposição democrata e o governo Trump se intensificou desde a divulgação do tão esperado relatório elaborado e divulgado pelo procurador especial Robert Mueller, em 18 de abril.

Em seu informe de quase 450 páginas, com trechos parcialmente censurados, o ex-diretor do FBI isentou Trump da suspeita de conluio com Moscou, embora tenha descrito vários casos claros de pressões exercidas pelo presidente republicano sobre a investigação.

Convencidos de que estas pistas mostram que o presidente "obstaculizou a Justiça" nesse tema, os democratas exigem a divulgação da versão integral do relatório de Mueller. Agora, os democratas são maioria na Câmara de Representantes.

Diante da recusa do procurador-geral Bill Barr a divulgar o relatório completo, os democratas aumentaram a pressão na segunda-feira, ameaçando com um procedimento legislativo por obstruir as prerrogativas de investigação do Congresso.

"As acusações são cada vez mais absurdas, infundadas acusações de perjúrio, ridículas ameaças de impeachment", reagiu Mitch McConnell no Senado.

McConnell descreveu a interferência russa nas eleições americanas como uma "ameaça" grave, mas culpou o antecessor de Trump - o democrata Barack Obama - por isso.


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