Tática Grupo de Lima planeja incluir Cuba na busca por saída para crise na Venezuela

Publicado em: 03/05/2019 21:31 Atualizado em:

O Grupo de Lima decidiu nesta sexta-feira (3) convidar Cuba e o Grupo de Contato Internacional (GCI) para participarem de maneira conjunta de uma solução para a crise política na Venezuela, após uma reunião de emergência do bloco celebrada na sede do Ministério de Relações Exteriores do Peru.

"Os países do Grupo de Lima decidiram fazer as gestões necessárias para que Cuba participe da busca de uma solução para a crise na Venezuela", disse o chanceler peruano, Néstor Popolizio, ao ler um comunicado sobre os acordos fechados durante a reunião.

Igualmente "decidiu propor ao Grupo de Contato Internacional uma urgente reunião de representantes de ambos os grupos para buscar a convergência no propósito comum de alcançar o retorno da democracia na Venezuela".

A reunião de emergência foi realizada para avaliar a crise na Venezuela após a fracassada tentativa de rebelião de um grupo de militares em apoio ao líder opositor Juan Guaidó, que o bloco diplomático reconhece como presidente interino.

O comunicado está assinado pelos chanceleres e delegados da Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

A Venezuela foi representada pelo dirigente opositor Julio Borges e o embaixador de Guaidó em Lima, Carlos Scull.

O Grupo de Lima reiterou na declaração o pedido "à Rússia, Turquia e a todos aqueles países que ainda apoiam o regime ilegítimo de Nicolás Maduro a favorecer o processo de transição democrática".

A reunião do bloco ocorreu por conta do "início da fase decisiva do processo de recuperação democrática e fim da usurpação" por parte do regime liderado pelo presidente Nicolás Maduro, afirmou o chanceler peruano.

O encontro durou cerca de cinco horas e foi realizado no Palácio da Torre Tagle, sede da chancelaria peruana, com a presença de sete ministros de Assuntos Exteriores e seis vice-ministros dos países que integram o bloco, informou o governo do Peru.

A participação do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, através de videoconferência não foi possível por problemas técnicos, segundo o chanceler peruano.

O convite para a participação de Cuba e do GCI é novidade do comunicado e parece ser uma tácita admissão da necessidade de convergir esforços para uma solução negociada para a crise.

O Grupo de Contato Internacional (GCI), que trabalha por uma saída negociada para a crise venezuelana, é formado por Alemanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido, assim como Bolívia, Equador, Uruguai e Costa Rica. O GIC promove "eleições livres" na Venezuela.

Os representantes deste grupo vão se reunir na próxima segunda-feira (6) na Costa Rica.

O Grupo de Lima foi criado em janeiro de 2017 para defender a democracia pela via pacífica na Venezuela.

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