Opinião Kim Jong-Un: 'EUA agiram de má-fé em Hanói'

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 25/04/2019 22:11 Atualizado em:

Foto: Reprodução/Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
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O líder norte-coreano, Kim Jong Un, considera que os Estados Unidos agiram de "má fé" durante sua cúpula com o presidente Donald Trump em Hanói, em fevereiro, e que a situação na península coreana atingiu "um ponto crítico", revelou nesta sexta-feira (quinta-feira no tempo local) a agência oficial KCNA.

Kim realizou tais comentários durante sua primeira cúpula com o presidente russo, Vladimir Putin, na quinta-feira em Vladivostok, um encontro que qualificou de "aberto e amistoso".

Segundo a KCNA, Kim convidou Putin a visitar a Coreia do Norte "em um momento oportuno", e o "convite foi aceito de bom grado" pelo líder russo.

Os comentários críticos à atitude americana chegam uma semana depois de Pyongyang pedir que o secretário de Estado, Mike Pompeo, seja retirado das conversações nucleares com Washington, acusando-o de descarrilar o processo.

O líder norte-coreano disse que "a situação na península da Coreia e sua região está estancada e em um ponto crítico", segundo a KCNA.

Kim advertiu que a situação "poderá voltar a seu estado original, já que os Estados Unidos adotaram uma postura unilateral de má fé na segunda cúpula entre Coreia do Norte e Estados Unidos".

A segunda cúpula, celebrada em fevereiro em Hanói, terminou sem um acordo sobre o arsenal nuclear da Coreia do Norte.

Pyongyang pedia um alívio imediato das sanções, mas as duas partes não conseguiram chegar a um acordo sobre as concessões que a Coreia do Norte deveria fazer em troca.

Durante sua reunião com Kim, o presidente russo se posicionou como um contrapeso aos Estados Unidos, insistindo que o Norte precisa de "garantias sobre sua segurança e a preservação de sua soberania".

"Precisamos voltar ao estado no qual o direito internacional, e não a lei do mais forte, determina a situação no mundo", declarou Putin.

Kim disse ao líder russo que a paz e a segurança na península coreana dependem completamente da atitude dos Estados Unidos e que seu país "estará preparado para qualquer situação", segundo a KCNA.


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