Penalizado Ex-diretor de inteligência militar de Hugo Chávez detido a pedido dos EUA

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 12/04/2019 20:53 Atualizado em:

O general venezuelano Hugo Carvajal, ex-diretor de inteligência militar durante o governo de Hugo Chávez, foi preso nesta sexta-feira (12) em Madri a pedido dos Estados Unidos, que o busca por tráfico de drogas, disseram fontes policiais à AFP. O militar de 56 anos foi detido pela polícia nacional na capital espanhola, na casa de seu filho.

A promotoria do distrito sul de Nova York, que o acusou de narcotráfico em 2011, anunciou nesta sexta-feira que pedirá sua extradição. Carvajal foi preso em consequência de sua acusação em Nova York por conspiração para importar cocaína nos Estados Unidos, incluindo um embarque de 5,6 toneladas transportadas da Venezuela ao México em abril de 2006, disse o promotor de Manhattan Geoffrey Berman em um comunicado.

Se for extraditado aos Estados Unidos e considerado culpado, Carvajal poderá ser condenado a uma pena mínima de 10 anos de prisão e máxima de prisão perpétua, indicou a promotoria de Manhattan.

Em julho de 2014, Carvajal, na época cônsul em Aruba, foi brevemente detido na ilha a pedido dos Estados Unidos, que o acusa de colaborar com o narcotráfico. No entanto, ele foi libertado e pôde retornar à Venezuela.

Agora, aquele que foi durante uma década diretor de inteligência militar sob o governo de Chávez (1999-2013) denunciou a "desastrosa realidade" da Venezuela após seis anos de presidência de Nicolás Maduro.

No dia 21 de fevereiro, Hugo Carvajal postou um vídeo em sua conta no Twitter em que ele reconhece como presidente no comando da Venezuela o líder da oposição Juan Guaidó.

Em resposta, Maduro expulsou-o das Forças Armadas e despojou-o do posto de Major General, como fez com o até então general da divisão Carlos Rotondaro, que também havia reconhecido Guaidó. Carvajal também foi acusado na Venezuela de "atos de traição contra a pátria". De acordo com a resolução publicada no diário oficial de 20 de março, esta foi uma medida "exemplar" e "disciplinar".


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