Conflito Países árabes se abstêm na ONU de apresentar resolução que condena EUA

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 08/04/2019 21:26 Atualizado em:

Foto: Reprodução/Facebook (Foto: Reprodução/Facebook)
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Vários países árabes se reuniram na ONU nesta segunda-feira (8) para discutir a decisão do presidente Donald Trump de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, mas nenhuma decisão foi tomada para apresentar uma resolução da ONU condenando a medida norte-americana, disseram diplomatas.

O ministro das Relações Exteriores da Tunísia, Khemaies Jhinaoui, disse que no momento "não é necessário" tomar novas medidas para reafirmar as resoluções da ONU conclamando Israel a se retirar do Golã.

Trump foi duramente criticado quando assinou uma declaração no mês passado em que os Estados Unidos reconheceram a anexação do território estratégico por Israel, tomado da Síria em 1967 e anexado em 1981.

"O Conselho de Segurança já adotou uma resolução", disse Jhinaoui a repórteres, citando a Resolução 497 que decreta a anexação de Israel como nula e sem efeito. "Essa resolução é muito clara, pois é um território ocupado por Israel e precisa ser liberado", disse ele quando questionado sobre uma possível nova condenação.

O embaixador da Liga Árabe, Maged Abdelaziz, disse que a decisão dos EUA será discutida em uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e os ministros árabes em Moscou na próxima semana.

Em uma cúpula da Liga Árabe no mês passado, os líderes criticaram a decisão dos Estados Unidos de reconhecer o Golã como um território israelense. Em 2017, Trump decidiu declarar Jerusalém como a capital de Israel.


Em uma reunião do Conselho de Segurança no mês passado, a pedido da Síria - que não participou da cúpula porque foi suspensa da Liga Árabe em 2011 -, a decisão de Trump foi denunciada como uma violação do direito internacional contida nas resoluções da ONU.

Os outros quatro membros permanentes do Conselho - Reino Unido, China,  França e  Rússia - disseram que continuam a considerar Golã um território ocupado por Israel.

Depois que Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel, um grupo de países árabes apresentou uma resolução condenando a decisão na Assembleia Geral, obtendo amplo apoio.

A decisão dos Estados Unidos de reconhecer o Golã ocorre quando os aliados europeus e árabes de Washington aguardam ansiosamente as propostas dos EUA para um plano de paz para o Oriente Médio.



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