Penalização EUA sanciona barcos da PDVSA e duas empresas por enviar petróleo a Cuba

Por: AFP - Agence France-Presse

Publicado em: 05/04/2019 20:52 Atualizado em: 05/04/2019 20:58

O vice-presidente americano Mike Pence comentou a sanção. Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil)
O vice-presidente americano Mike Pence comentou a sanção. Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (5) sanções contra 34 embarcações da petroleira estatal PDVSA e outras duas companhias que enviam petróleo venezuelano para Cuba, uma ação que faz parte dos esforços americanos para forçar a queda do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

"Estamos adotando medidas contra uma fonte vital da riqueza do regime de Maduro. Seguindo ordens do presidente (Donald) Trump, os Estados Unidos vão sancionar 34 embarcações que pertencem à PDVSA ou operadas por ela, assim como a duas companhias adicionais que transportam petróleo venezuelano para Cuba", disse o vice-presidente americano Mike Pence.

"O petróleo da Venezuela pertence ao povo venezuelano!", afirmou Pence, em meio a aplausos, durante discurso no Instituto Baker da Universidade Rice, em Houston (Texas). "Como já deixou claro o presidente Trump: todas as opções estão sobre a mesa. E Nicolás Maduro faria bem em não confrontar a determinação dos Estados Unidos", acrescentou.

Washington seguirá exercendo "toda a pressão diplomática e econômica para alcançar uma transição pacífica para a democracia", prometeu o vice-presidente, sem descartar novas sanções econômicas.

O Departamento do Tesouro informou que as novas medidas buscam isolar não apenas as empresas "corruptas" venezuelanas, mas também Havana por apoiar Maduro.

As sanções atingem 34 barcos da estatal petroleira PDVSA, com os quais os Estados Unidos bloquearam toda transação. 

As medidas também atingem duas empresas de navegação, Ballito Bay Shipping Incorporated, com base na Grécia, e ProPer In Management Incorporated, com sede na Libéria, por seu vínculo com o barco "Despina Andrianna", que segundo as autoridades americanas entregou petróleo venezuelano a Cuba durante fevereiro e março de 2019.

"Cuba tem sido uma força subjacente que alimenta a queda da Venezuela", informou o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, em um comunicado. "O Tesouro está tomando medidas contra os barcos e as entidades que transportam petróleo, proporcionando uma tábua de salvação para manter o regime ilegítimo de Maduro", acrescentou.

Washington acusa Havana de se beneficiar do petróleo venezuelano em troca do envio a Caracas de assessores políticos, agentes de inteligência, militares e médicos que contribuem para sustentar o poder de Maduro.


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